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Na semana em que foi solicitada a entrevista, Fernanda Abreu desmarcara todos os compromissos profissionais para acompanhar as filhas, Sofia (17 anos) e Alice (10), na volta às aulas. "Sou mãezona, gosto de supervisionar tudo o que diz respeito à educação delas. Faço questão de acompanhá-las no que se refere à escola, ao balé e à natação", diz. A brecha na agenda da cantora foi concedida à Revista do Vasco, da qual é colunista. A garota sangue bom também já fez shows para angariar fundos para o Gigante da Colina, que segundo ela, está no seu DNA. Casaca com Luis Stein, Fernanda requebra para dar conta do casamento, dos filhos e da carreira. "É difícil, a gente faz o que pode."

Dizem que você é mãezona. Como se define como mãe?
Ser mãe é uma tarefa de muita responsabilidade. Mas de muito prazer, também! Sou uma mãe presente e exigente. Mas também tento ser brincalhona e companheira. Ser mãe é um exercício diário de aprendizagem humana.
Que mulheres você acha bacana e merecem uma mensagem pelo Dia Internacional da Mulher?
Acho que a grande homenagem, nesse dia, será para Zilda Arns. Uma mulher com "M" maiúsculo! Trabalhadora, vitoriosa em sua profissão, generosa, como toda mulher deve ser. E, ao mesmo tempo, exerceu uma das mais difíceis tarefas: a de ser mãe! E ela foi mãe de muitas crianças! Minha homenagem vai para todas as mulheres que lutam para educar seus filhos.
Além da família, dos filhos e da carreira, você também "cuida" do Vasco.
É que, assim como minhas filhas, o Vasco faz parte do meu DNA!
Desde quando?
Desde sempre! Meu avô, vindo de Lisboa e torcedor do Sporting, chegou ao Rio na fase áurea do Expresso da Vitória. Foi amor ao primeiro jogo! Virou vascaíno na honra! Meu pai - com 12 anos, na época - se encantou também e acabou tornando-se vascaíno doente. Eu acabei seguindo o mesmo caminho e me orgulho muito dessa escola!
Conte alguma loucura ou situação inusitada cometida por causa do Vasco.
Minha grande loucura é sempre aceitar aquela vaia, ao cantar o hino do Vasco nos meus shows lotados - onde na plateia, é claro, não há apenas vascaínos!
Conhece algum vascaíno que já tenha feito alguma loucura pelo Vasco?
O mais apaixonado que conheço chama-se Mauro Prais. É um dos maiores conhecedores da história do clube. Quando escrevi o livro infantil Meu pequeno vascaíno, foi ele quem me abasteceu com histórias interessantes sobre o Vasco. Mesmo morando há mais de 20 anos nos Estados Unidos, continua fanático e totalmente atualizado com o que acontece no clube.
Você tem muitos objetos do Vasco expostos em sua casa?
Tenho um verdadeiro altar do Vasco! Camisetas, flâmulas, chaveiros, copos, canecas, esculturas, miniaturas de taças, bola, livros e medalhas, garrafinhas de areia no Nordeste. E até uma menção honrosa que o Dinamite me concedeu, no seu mandato como Deputado.
Você acompanha os jogos indo ao estádio ou prefere assisti-los pela TV?
Gosto de São Januário! Ao Maracanã, quase não vou. Tem muito tumulto do lado de fora. Quando não dá para ir ao Caldeirão, assisto pela TV.
Costuma ficar nervosa, roer as unhas, discutir com alguém, por causa da partida?
Costumo fazer como todo mundo: quando o time tá perdendo, xingo. Quando está ganhando, vibro!
Quando o Vasco voltou à Série A, como você se sentiu?
Tive um sentimento de dever cumprido, pois me empenhei pessoalmente no período em que o Vasco ficou na Série B. Fiz shows para angariar fundos, participando intensamente da campanha "O Vasco é meu".
Tem alguma preferência por jogadores do time atual ou do anterior?
Do time que lutou na Série B, destaco Carlos Alberto, Fernando Prass, Ramon, Nilton, Pimpão - sem esquecer, claro, do Dorival Júnior. Na fase atural, de início de trabalho com o Mancini, estou vibrando com o talendo do Philippe Coutinho e do Dodô.
Suas filhas são vascaínas?
Apenas a Alice. E antes que o pai dela, que é flamenguista doente, tente mudá-la, escrevi o Meu pequeno vascaíno, em que ela, Alice, é a personagem principal.
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