Abel, no Fluminense, sempre foi um zagueiro muito contestado e que por diversas vezes ficava no banco de reservas, mas foi no Vasco que se consagrou como um grande defensor e chegou à seleção brasileira.
Abel era um jogador que não costumava perder a viagem. Tinha um estilo de jogo viril e não se importava em dar bico para o lado em que estivesse virado. Mas sempre foi um jogador limpo e leal.
No Carioca de 77, ao lado de Geraldo formou uma barreira intransponível. Conseguiram a marca impressionante de ficar 17 partidas sem sofrer um gol e no total de 28 jogos sofreram apenas cinco gols.
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ACÁCIO
Nome: Acácio Cordeiro Barreto Nascimento: 20/01/1959 - Campos dos Goytacazes/RJ
Posição: Goleiro Características: Reflexo, Agilidade, Segurança e Tranqüilidade. Período: 1982 a 1991
Principais Títulos: Campeonato Carioca: 1982/87/88
Campeonato Brasileiro: 1989 Troféu Ramón de Carranza: 1987/1988/1989 Copa de Ouro: 1987
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Mesmo antes de ir para ao Vasco, Acácio já dava alegrias à torcida vascaína. Era ele o goleiro do Serrano em 1980 que pegou tudo no empate contra o Flamengo, resultado que arruinou as pretensões do título estadual dos rubro-negros.
Acácio chegou a São Januário realizando um grande sonho de seu pai vascaíno. Em 1982 substituiu Mazzaropi no jogo final do Carioca, defendendo um chute a queima roupa de Zico e garantindo o título.
Antes da "Era Dida" de defesas de penalidades, o goleiro Acácio era considerado o especialista no assunto. Esperava o toque do batedor para só depois se mexer. Ele atribuía as seguidas defesas de penalidades à paciência.
Com agilidade e reflexos incríveis, Acácio transformou-se em ídolo e assegurou muitas conquistas como o Carioca de 88, quando chegou a ficar 448 minutos sem tomar gol e defendeu pênaltis e cabeçadas que tinham endereço certo e o Brasileiro de 1989 em que na final fechou o gol fazendo pelo menos duas defesas milagrosas. Tudo isso como se fossem defesas comuns.
ADEMIR
Nome: Ademir Marques de Menezes
Apelido: Queixada Nascimento: 08/11/1922 - Recife/PE Falecimento: 11/05/1996 - Rio de Janeiro/RJ
Características: Arrancada, controle de bola e chute Gols: 301 Período: 1942 a 1945 e 1948 a 1956 PrincipaisTítulos: Campeonato Carioca: 1945/49/50/52 Sul-Americano de Clubes: 1948 Octogonal Rivadávia Corrêa Meyer: 1953
Artilharia: Campeonato Carioca: 1949/50 Torneio Rio-São Paulo: 1951
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O "Carrasco do Flamengo" foi o maior ídolo do Vasco em sua época, mesmo em um time cheio de grandes craques. Suas arrancadas demoliam as defesas adversárias, seus chutes fortes e precisos o fizeram por muito tempo o maior artilheiro do Vasco. Em semana de jogo contra o Vasco, muitos times tinham treinos especiais e preparação psicológica para enfrentar Ademir.
Era um jogador completo. Insuperável nas arrancadas, fluía por todo o ataque. Chutes mortais com os dois pés, armava com perfeição. Por conta de seu futebol, os técnicos revolucionaram o esquema tático predominante, tirando um atacante para pôr outro zagueiro na equipe e formar o 4-2-4.
A história de Ademir com o Vasco começa em 1942 quando seu time, o Sport Clube Recife, enfrenta o Flamengo em São Januário. Ademir era o atacante do clube pernambucano e fez três gols da vitória por 5 x 3. Acaba com o jogo no segundo tempo. Era preciso trazer aquele rapaz magro e veloz para São Januário e assim foi feito. O Expresso da Vitória conquista sua maior jóia.
Após a conquista invicta do Carioca de 45, Ademir foi negociado com o Fluminense já que o Gentil Cardoso exigiu a sua contratação dizendo que assim conquistaria o campeonato, retornou dois anos depois porque dizia que era um homem dominado pelo coração, que pertencia ao Vasco. Foi decisivo na conquista do Sul-Americano. Brilha intensamente no bi-carioca, em que foi artilheiro, de 49 e 50, e em 1952.
Goleador da Copa do Mundo de 1950, com nove gols, é até hoje o brasileiro que mais marcou em um único Mundial. Ainda em 50, Ademir venceu a enquete de craque preferido do Brasil com cinco milhões de votos. Um milhão e meio a mais do que Getúlio Vargas, eleito presidente no mesmo ano.
Nome:Alcir Pinto Portela Nascimento: 09/05/1945 – Rio de Janeiro/RJ Falecimento: 29/08/2008 – Rio de Janeiro/RJ
Posição: Volante Características: Técnica Período:1963 a 1975
Principais Títulos: Campeonato Brasileiro - 1974 Torneio Rio-São Paulo - 1966
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Era um volante de bom trato com a bola que marcou época no Vasco como jogador e também como auxiliar técnico. Como jogador fez 511 partidas com a camisa vascaína (Quarto jogador com maior número de jogos pelo Vasco), além de ter sido o capitão do time no primeiro campeonato nacional vencido pelo clube.
Em mais de dez anos envergando a camisa do Vasco, Alcir nunca foi expulso.
Apesar de ter trabalhado como técnico em clubes como Paysandu, Olaria e no exterior foi no Vasco que Alcir ficou marcado pela sua íntima ligação com o clube onde exerceu por muito tempo a função de auxiliar técnico e por vezes a de técnico.
Como auxiliar participou da conquista dos campeonatos brasileiros de 1989, 1997 e 2000.
ALFREDO SEGUNDO
Nome: Alfredo Ramos dos Santos Nascimento: 01/01/1920 - Rio de Janeiro/RJ Falecimento: Desconhecido
Posição: Centro Médio, Lateral, Médio e Atacante Características: Versatilidade e raça Período: 1939 a 1956
Principais Títulos: Campeonato Carioca - 1945/47/49/50/52
Octogonal Rivadavia Corrêa Meyer: 1953
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Uma lenda, esse foi Alfredo II. Jogador de qualidades, aliava a técnica a uma garra impressionante. Assim era chamado, pois no Vasco já havia outro Alfredo, um atacante mineiro.
Ainda muito jovem era considerado uma promessa: mesmo jogando como amador, fazia partidas pelo time profissional. Seu primeiro contrato data de 1939, quando solicitou, e ganhou, uma dentadura como luvas.
Nesse mesmo ano, época em que não se permitiam substituições durante o jogo, atuou como goleiro em um jogo contra a Portuguesa, era o prenúncio da versatilidade que demonstraria no resto de sua carreira.
Jogando no Vasco, nunca foi titular absoluto, entrava e saía do time. Apesar disso era reconhecida a sua disciplina tática e a já citada versatilidade, características que o levaram a Seleção Brasileira.
A lenda Alfredo Segundo vai além do bom jogador que ele de fato era, e entra na seara do amor incondicional que ele tinha pelo Vasco, talvez seja o jogador da Era Profissional que mais amou esse clube. Dois fatos mostram bem isso.
Certa época foi aliciado pelo Fluminense e inclusive as bases contratuais já haviam sido acertadas, porém os diretores do Vasco apelaram para o seu lado emocional e o amor falou mais alto.
Em 1949, em uma injustiça sem tamanho, foi julgado ultrapassado pelo seu clube do coração e dispensado. Aceitou então um convite do Flamengo, clube que não se cansava de apanhar do Expresso da Vitória que ele, Alfredo, fazia parte. Depois de fazer alguns amistosos por esse clube, foi aprovado e chamado para assinar seu contrato. Pausa. É aqui que Alfredo Segundo inseriu seu nome na galeria dos grandes do Vasco da Gama. Alfredo Segundo não conseguiu assinar. Alfredo Segundo caiu em prantos ao perceber o que iria fazer. Suas lágrimas molharam o papel que para ele era uma traição ao seu sentimento. Alfredo Segundo era vascaíno de verdade e jamais assinaria com aquele clube. Seu presidente então ligou para Cyro Aranha e relatou a situação. 15 dias depois Alfredo Segundo voltava para o lugar que nunca deveria ter saído.
Foi então que Alfredo calou a boca daqueles que diziam que ele estava acabado para o futebol. Treinou como nunca havia treinado e foi convocado para a Copa do Mundo de 1950, jogando na ponta-direita e até marcando gol. No Carioca do mesmo ano, ganho pelo Vasco, o versátil Alfredo foi titular da lateral direita de todo o segundo turno.
Na revanche da Copa, quando o Vasco enfrentou o Penãrol do Uruguai em 1951, ele anulou completamente nos dois jogos o carrasco brasileiro Giggia.
No ano seguinte, Alfredo Segundo estava lá, na final do carioca de 1952. Terminou sua carreira assim, coberto de glória. Recebendo título de sócio remido e medalha em 1956, ano em que pendurou as chuteiras.
Mas ele não conseguiria ficar longe de sua casa, sempre ajudando quando solicitado, servindo até de segurança em baile de carnaval do clube. Em São Januário sempre foi um vascaíno nato, vibrante e dedicado.
Alfredo Segundo, uma jóia rara, uma glória.
ALMIR PERNAMBUQUINHO
Nome: Almir Moraes de Albuquerque Apelido: Pelé Branco Nascimento: 28/10/1937 – Recife/PE Falecimento: 06/02/1973 – Rio de Janeiro/RJ
Posição: Atacante Características: Habilidade e Chute Período: 1957 a 1960 Principais Títulos: Campeão Carioca – 1958 Torneio Rio-São Paulo – 1958
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O próprio Almir se intitulava um “marginal do futebol”. Figura das mais polêmicas do esporte brasileiro, era irascível dentro de campo, mas craque, tanto que chegou a ser chamado de “O Pelé branco”.
Aos 13 anos, furtava bolas nas lojas de Recife para jogar peladas. Talentoso, defendeu o Sport como ponta-esquerda. Do juvenil, foi negociado com o Vasco, onde trocou de posição.
Desembarcou no Rio em 1957 apenas com a roupa do corpo. Bem tratado no clube, principalmente por seu conterrâneo – e ídolo – Vavá, conquistou a massa com gols, dribles e valentia. Sua atuação na final do Rio-São Paulo de 1958 o levou à seleção. Entretanto preferiu excursionar com o Vasco a jogar a Copa do Mundo da Suécia.
Era a mistura de irreverência e genialidade no ataque do Vasco.
Em 1973, Almir foi assassinado por um criminoso português, que vivia ilegalmente no país, numa briga de bar em Copacabana.
AMARILDO
Nome: Amarildo Tavares da Silveira
Nascimento: 29/07/1940 – Campos dos Goytacazes/RJ
Posição: Meia
Características: Habilidade
Período:1972 a 1974
Principais Títulos: Campeonato Brasileiro – 1974
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Recebeu o apelido de “O Possesso” após a ótima participação do Brasil na Copa de 1962 quando substituiu o contundido Pelé. O Vasco realizou o sonho de ver Amarildo com a camisa cruzmaltina apenas dez anos depois, mesmo com 32 anos ainda deu pra ter um gostinho com as belas atuações.
Amarildo durante a carreira sempre foi um ótimo finalizador, mas no Vasco jogou mais recuado e marcou poucos gols durante sua passagem por São Januário. Ainda assim continuava ratificando a mesma raça e habilidade de outros tempos.
Posição: Goleiro Características: Agilidade e Reflexo Período: 1969 a 1975 Principais Títulos: Campeonato Carioca – 1970 Campeonato Brasileiro – 1974
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Quando Andrada chegou ao Vasco, em 1969, deu fim à agonia dos torcedores – estava insuportável o entra-e-sai de goleiros instáveis na equipe. Seguro, sereno e perfeito debaixo das traves, o argentino quebrou longo jejum, ganhando títulos pelo clube.
Na Argentina, foi apelidado de "El Gato", sua agilidade, colocação, arrojo e as saídas perfeitas do gol, o tornaram um nome legendário e obrigatório quando se fala dos principais goleiros. Muitas vezes participava das jogadas como um autêntico líbero.
Andrada quase impediu o 1000º gol de Pelé. Sem querer entrar para a história como o goleiro que tomou o gol do século, praticou defesas impressionantes contra o Santos, como uma de mão trocada, em chute do Rei. Só de pênalti Pelé conseguiu marcar o seu gol mais famoso. O goleiro ainda raspou na bola.
A ascensão de Mazarópi como goleiro no Vasco deve-se a ele, que o treinou e serviu de inspiração para a posição. Em 1971, muitos jornalistas fizeram campanha para que Andrada se naturalizasse: queriam-no a serviço da seleção brasileira.
Essa ambição fez com que Andrada se naturalizasse brasileiro e o tornou o primeiro, e até hoje único estrangeiro, a vestir a camisa canarinho: em 1976, jogou pelo Brasil contra um combinado formado por jogadores estrangeiros, mas, infelizmente, esse jogo não foi considerado oficial.
ANDRADE
Nome:Jorge Luís Andrade da Silva Nascimento: 21/04/1957 - Rio de Janeiro/RJ
Posição: Volante Características: Passe e Raça Período:1989 a 1990
Principais Títulos: Campeonato Brasileiro – 1989
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Antes de chegar ao Vasco, Andrade estava jogando no Roma da Itália. Ídolo no Flamengo, Andrade foi contratado para cutucar o arqui-rival na forte rivalidade entre os dois clubes que dominaram o cenário do futebol carioca na década de 1980. Um dos jogadores mais bajulados pela torcida rival, Andrade virava a casaca e vestia a camisa vascaína. Com o seu espírito de liderança, foi escolhido também para ser o termômetro da Sele-Vasco formada em 1989. Durante o Campeonato Brasileiro, acabou perdendo a titularidade para Marco Antônio Boiadeiro, mas nada que o impedisse de conquistar o seu quinto título de Campeão Brasileiro – o maior vencedor ao lado de Zinho.
Andrade era responsável por ditar o ritmo de jogo do time vascaíno, um volante que fazia o gênero pegador, mas também tinha excelente visão de jogo e fazia grandes lançamentos.
ARTURZINHO
Nome: Artur dos Santos Lima
Apelido: Reizinho Nascimento: 03/04/1956 – Rio de Janeiro/RJ
Posição: Meia Características: Habilidade e Velocidade Período: 1984
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Tinha um excelente domínio de bola, facilidade impressionante para driblar e ainda cobrava falta com maestria. Foi um dos comandantes do Vasco na ótima campanha no Brasileiro de 1984.
Gostava de surpreender os goleiros adversários nas cobranças de escanteio, quando cobrava diretamente para o gol não importando de qual lado fosse o córner.
Por ser muito franzino e por viver sendo caçado pelos adversários, Arturzinho teve uma carreira curta de sucesso, porque jogou até os 40 anos, mas nunca foi o mesmo do início da década de 80.
AUGUSTO
Nome: Augusto da Costa Nascimento: 22/10/1922 – Rio de Janeiro/RJ Falecimento: 01/02/2004 – Rio de Janeiro/RJ
Posição: Zagueiro Características: Seriedade, Posicionamento e Raça Período: 1945 a 1954
Principais Títulos: Campeonato Carioca – 1945/47/49/50/52 Campeonato Sul-Americano – 1948
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Efetivo da polícia especial de Getúlio Vargas, Augusto tinha personalidade forte e sabia se impor. Era líder por excelência. Determinado nunca quis saber de brincadeirinhas na área. Preferia espanar o perigo para longe. Batalhador, incentivava os companheiros, dava boa cobertura à zaga, roubava a bola dos adversários sem violência e apoiava com firmeza o ataque.
Até que começou tarde no esporte. Debutou pelo São Cristóvão no Carioca de 1944, aos 22 anos de idade. O time pequeno não foi bem, mas Augusto se sobressaiu. Logo contratado pelo Vasco, ganhou o posto de capitão do “Expresso da Vitória” e foi um dos pilares do time. Seu destino era receber os diversos troféus para São Januário.
Mas seu prazer era defender. Depois de 297 jogos sem marcar gols pelo clube, Augusto pendurou as chuteiras em 1953.
Posição: Goleiro Características: Elasticidade, Impulsão e Reflexo Período: 1944 a 1955 e 1958 a 1960 Principais Títulos: Campeonato Carioca – 1945/47/49/50/52/58 Torneio Rio-São Paulo – 1958 Campeonato Sul-Americano - 1948
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Brilhando no Ypiranga, de São Paulo, Barbosa foi indicado ao Vasco pelo zagueiro Domingos da Guia. Com 1,76m e 74 quilos, o goleiro chegou a São Januário em 1944. Entre vários títulos, tornou-se campeão carioca invicto três vezes pelo clube.
Barbosa foi um senhor goleiro, chamado de “Homem Borracha” – tanto que os torcedores do Vasco o elegeram o melhor do clube em todos os tempos.
Pegava bolas impossíveis, tinha grande elasticidade e orientava como ninguém seus zagueiros. Fabuloso tecnicamente, sabia sair do gol, o que era raro nos goleiros da época. Arrojado, numa excursão ao México, quando percebeu que estava adiantado e um atacante adversário tentou encobri-lo, Barbosa, acrobático, salvou o gol de bicicleta.
Corajoso, atuava sem luvas, com isso, em 27 anos de carreira, acumulou seis fraturas na mão esquerda e cinco na direita, em choques contra atacantes. Teve ainda três costelas quebradas e os ossos de uma perna rompidos – motivo pelo qual foi cortado às vésperas da Copa de 1954.
Vitima de grande injustiça, tornou-se o bode expiatório da derrota para o Uruguai na final do Mundial de 1950. Defendeu a meta cruzmaltina em 494 jogos.
BEBETO
Nome: José Roberto Gama de Oliveira Nascimento: 16/02/1964 – São Salvador/BA
Posição: Atacante Características: Habilidade, Drible, Velocidade e Chute Período: 1989 a 1991 e 2001 a 2002
Principal Título: Campeonato Brasileiro – 1989
Artilharia: Campeonato Brasileiro - 1992
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Franzino, rápido, habilidoso, criativo e inteligente. Um dos melhores atacantes brasileiros na década de 80. Jogava sempre de primeira, com passes precisos, estava sempre bem posicionado e era um ótimo cobrador de faltas.
Conduzida pela habilidosa dupla Calçada-Eurico, a contratação de Bebeto, ídolo e principal jogador do Flamengo, se tornou a mais espetacular negociação do futebol brasileiro de todos os tempos.
Enquanto incrédulos e desesperados rubro-negros ainda se recuperavam do golpe sofrido, Bebeto conquista a torcida do Vasco no Brasileiro de 1989, quando mesmo tendo problemas com lesões, foi decisivo na fase final.
Novamente lesionado, ficou um longo período ausente, mas voltou para ter uma exibição de gala no Brasileiro de 1992, quando foi o artilheiro. Em seguida se transferiu para o futebol espanhol, retornando ao clube em 2001 e fazendo dupla com Romário pela primeira vez com a camisa do Vasco.
Posição: Zagueiro Características: Raça, Técnica e Liderança Período: 1952 a 1963 Principais Títulos: Campeonato Carioca - 1952/56/58 Torneio Rio-São Paulo - 1958
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Quando o leitor da Manchete, no final de novembro de 1959, abriu a revista e avistou a elegância de Bellini, em página inteira, indicando, politicamente, que não tinha decisão formada sobre em quem votar na sucessão presidencial, milhares de pessoas também ficaram na dúvida se Jânio Quadros era mesmo melhor opção do que o Marechal Lott.
O zagueiro estava na crista da onda; era o dono do país. No ano anterior, ganhou tudo o que disputara: o Rio-São Paulo, a Copa do Mundo e o Supersupercampeonato Carioca. No Mundial ditou moda: levantou pela primeira vez a Taça Jules Rimet, para dividir a emoção com o público.
Bonito, Atlético, de futebol simples, mas eficaz, Bellini era guerreiro. Mais que isso, um vencedor. Compensava a pouca técnica com vigor e chutões que aliviavam qualquer goleiro e seus torcedores. Sério e firme, o beque lançado por Flávio Costa em 1952, tornou-se o maior capitão da história do Vasco.
Hoje, Bellini é estátua no Maracanã. Foi ele, um jogador do Vasco, o primeiro a levantar uma taça de campeão do mundo pela Seleção Brasileira.
BISMARCK
Nome: Bismarck Barreto Faria
Nascimento: 11/09/1969 – São Gonçalo/RJ
Posição: Meia
Características: Habilidade e Passe Período: 1987 a 1993
Principais Títulos: Campeonato Brasileiro - 1989
Campeonato Carioca – 1987/88/92/93
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Bismarck começou cedo no Vasco, no futebol de salão, e com sua mudança para o gramado passou por todas as categorias de base do Vasco (E da Seleção Brasileira) até ser promovido ao time profissional em 1987.
Revelado pelo Vasco em ótima companhia: Romário. Os dois são da mesma geração e, juntos, deram ao clube o bi carioca de 87/88. Dono de bom toque de bola e boa agilidade foi convocado para a Copa de 90 pelo técnico Sebastião Lazaroni.
Bismarck era a ligação perfeita entre meio de campo e ataque nas equipes do Vasco, participando brilhantemente do Campeonato Brasileiro de 1989 e do Carioca de 1992 e 93. Após ser fundamental em seu último título carioca foi jogar no Japão, deixando saudades.
BOIADEIRO
Nome:Marco Antônio Boiadeiro Nascimento: 13/06/1965 – Américo de Campos/SP
Posição: Meia Características: Passe Período:1989 a 1990
Principais Títulos: Campeonato Brasileiro – 1989
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Boiadeiro veio para o Vasco após estrear na Seleção Brasileira ainda como jogador do Guarani. O clube não perdeu tempo e o contratou.
Jogador de pouquíssima movimentação, mas que esbanjava técnica com a bola nos pés. O negócio dele era ficar parado no meio de campo recebendo a bola, devolvendo com precisão e também fazendo magistrais lançamentos. Boiadeiro roubou o lugar de Andrade no time Campeão Brasileiro em 1989, conquistando o título como jogador titular.
BRITO
Nome: Hércules Brito Ruas
Nascimento: 09/08/1939 – Rio de Janeiro/RJ
Posição: Zagueiro
Características: Raça e Segurança
Período: 1958 e 1959 a 1969
Principais Títulos: Torneio Rio-São Paulo - 1966
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Se existe uma definição perfeita para vigor deveria ser Brito. Dono de um pulmão privilegiado ele era a segurança em pessoa dentro da área marcando de perto os adversários e sem brincadeiras. Ao longo de duas décadas foi temido e respeitado por atacantes de várias gerações.
Durante a década de 1960, Brito era o principal jogador do Vasco e capitão do time. Sempre foi muito admirado e respeitado pelos torcedores. Brito inclusive já declarou ser vascaíno de coração.
C
CARLOS ALBERTO
Nome: Carlos Alberto Gomes de Jesus Nascimento: 11/12/1984 - Rio de Janeiro/RJ
Posição: Meia Características: Habilidade, Passe e Técnica Período: 2009 a 2010
Principais Títulos: Campeonato Brasileiro (Série B) – 2009
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Carlos Alberto estava desacreditado por clubes do Brasil e do exterior depois de ter brigado com um companheiro nos tempos de São Paulo e ter pedido dispensa do Botafogo por desentendimentos com a diretoria por conta de salários atrasados. Sabendo do seu potencial o Vasco o escolheu para comandar o Gigante da Colina na volta para a Série A.
Quando sua contratação começou a ser questionada por parte da torcida por causa dos diversos cartões que recebia, Carlos Alberto deu a volta por cima e conseguiu liderar o Vasco no retorno à elite com passes sensacionais, gols importantíssimos e assistências que levaram o time a muitas vitórias no campeonato. Ainda se derretia em declarações de comprometimento com o clube dizendo que se dependesse dele não sairia mais do Vasco e que gostaria muito de ser reconhecido como o Carlos Alberto do Vasco.
CARLOS GERMANO
Nome: Carlos Germano Schwambach Neto Apelido: “São” Carlos Germano Nascimento: 14/08/1970 – Domingos Martins/ES
Posição: Goleiro Características: Agilidade, Reflexo e Segurança Período: 1990 a 1999
Títulos: Copa Libertadores da América – 1998 Campeonato Brasileiro - 1997 Torneio Rio-São Paulo - 1999 Campeonato Carioca – 1992/93/94/98
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Descoberto na várzea do interior capixaba pelo olheiro vascaíno Nelson Teixeira, chegou ao Vasco com 14 anos para jogar no infantil. Sua primeira grande chance nos profissionais aconteceu depois de atuações desastrosas do goleiro Régis na fase final do Brasileiro de 1992, no Carioca do mesmo ano Germano se tornou titular, posição que ocupou durante sete anos.
Atuações memoráveis como na final do Brasileiro de 97, quando defendeu uma cabeçada impossível no último minuto, o fizeram amado pela torcida, sendo destaque em todos os títulos da década de ouro vascaína.
CÉLIO
Nome: Célio Taveira Filho
Nascimento: 16/10/1940 – Santos/SP
Posição: Atacante
Características: Habilidade, Técnica, Finalização
Período:1963 a 1967
Principais Títulos: Taça Guanabara - 1965 Torneio Rio-São Paulo – 1966
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Célio é neto do grande Antônio Taveira de Magalhães, histórico remador vascaíno que conquistou os Campeonatos Estaduais de remo em 1905 e 1906, os primeiros da história cruzmaltina, e também o Estadual de remo de 1914.
Revelado pelo Jabaquara-SP, Célio destacou-se desde jovem. Foi contratado pelo Vasco para formar dupla de ataque com Saulzinho. A parceria deu certo e logo Célio tornou-se mais um dos grandes artilheiros da história do clube. Além de fazer gols com a bola rolando tinha cacoete para cobranças de falta. Acabou protagonizando uma bela rivalidade com Joquim, do Fluminense, sendo várias vezes capa da "Revista do Esporte", a principal da época. Durante sua passagem de quatro anos com a camisa vascaína conseguiu marcar exatos cem gols, sendo o artilheiro do clube nas quatro temporadas que esteve em São Januário. Foram 25 gols em 1963, 29 em 1964, 32 em 1965 e 14 em 1966.
O bom desempenho levou o jogador à Seleção Brasileira, comandada por Vicente Feola, onde participou de 3 partidas enquanto jogador vascaíno. Célio despertou, então, a cobiça do Nacional do Uruguai, clube para o qual foi vendido em 1967. No clube uruguaio, Célio também tornou-se artilheiro e ídolo, sendo campeão uruguaio em 1969.
CHICO
Nome: Francisco Aramburu
Nascimento: 07/01/1922 - Uruguaiana/RS Falecimento: 1/10/1997 - Rio de Janeiro/RJ
Posição: Ponta-esquerda
Características: Raça, Chute, Velocidade e Cruzamento Período: 1942 a 1953
Principais Títulos: Campeonato carioca: 1945/47/49/50/52 Sul-americano de Clubes Campeões: 1948 Octogonal Rivadávia Corrêa Meyer: 1953
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O ponta-esquerda do Expresso da Vitória, que reinou soberano na posição por 10 anos, era um jogador de velocidade e que encarnava a velha fibra gaúcha. Sua vontade de jogar era tanta que passava xilocaína no tornozelo para agüentar a dor e não sair do time.
Foi protagonista, no Vasco e na seleção, de lances inesquecíveis e de brigas homéricas, um exemplo disso é a decisão do Sul-Americano de 48, quando sofreu um pênalti não marcado pelo árbitro e depois revidou uma entrada violenta, sendo expulso e passando a prorrogação torcendo e enfrentando a torcida adversária.
COCADA
Nome: Luís Edmundo Corrêa da Silva Nascimento: 16/04/1961 – Campo Grande/MS
Posição: Lateral-Direito Características: Raça e Velocidade Período: 1988
Principais Títulos: Campeonato Carioca – 1988
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Cocada é um ídolo diferente, nunca foi um jogador que primava pela técnica, que fazia passes e jogadas geniais. Ele, que teve uma passagem pelo Flamengo e passou a maior parte do Campeonato Carioca de 1988 assistindo os jogos do banco de reservas, precisou de apenas três minutos para entrar para história e virar ídolo da massa vascaína que até hoje canta seu nome.
A sua história começou a mudar quando foi dispensado pelo técnico Carlinhos do Flamengo, desprezado por lá, veio parar no Vasco. Quiseram os Deuses do futebol marcar um novo encontro entre os dois.
O placar não era aberto, o Flamengo pressionava o Vasco e aos 43 minutos do segundo tempo Sebastião Lazaroni tira Vivinho e coloca Cocada para conter os avanços de Leonardo.
Aos 44, Cocada arranca pelo meio e chuta. O Maracanã explode! Aos 45, ele tirou a camisa para comemorar com os vascaínos ensandecidos e foi expulso pelo juiz.
Não era preciso mais do que três minutos para entrar na história. Apenas 3 minutos, mas de eterno triunfo.
CORONEL
Nome: Antônio Evanil da Silva
Nascimento: 03/12/1920 – Rio de Janeiro/RJ
Posição: Lateral-Esquerdo
Características: Raça e Marcação
Período:1955 a 1962
Principais Títulos: Campeonato Carioca – 1956/58
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Um dos maiores vascaínos que usou a nossa camisa disputava verdadeiras batalhas com Garrincha e nunca desistia, nunca se entregava. Foi um verdadeiro guerreiro em campo.
Garrincha depois declarou que o melhor marcador que já teve na sua carreira tinha sido Coronel, talvez isso explique o porquê do Botafogo ser freguês de carteirinha do Vasco.
“Futebol não é só o dinheiro... futebol é amor, assim como eu tenho pelo Vasco da Gama.”
D
DANIEL GONZALEZ
Nome: Daniel González Puga
Nascimento: 22/12/1954 – Montevidéu/URU
Falecimento: 01/02/1985 – Rio de Janeiro/RJ
Posição: Zagueiro
Características: Raça
Período:1983 a 1985
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Após destacar-se no futebol paulista, Daniel González foi contratado pelo Vasco para resolver os problemas na zaga cruzmaltina.
Era um típico zagueiro uruguaio que tinha uma boa técnica e jogava com muita raça. Teve sua passagem no Vasco abreviada por um trágico acidente automobilístico.
DANILO
Nome: Danilo Alvim Apelido: Príncipe Danilo Nascimento: 03/12/1920 – Rio de Janeiro/RJ Falecimento: 16/05/1996 – Rio de Janeiro/RJ
Posição: Meia Características: Habilidade, Drible e Passe Período: 1945 a 1953 Principais Títulos: Campeonato Carioca - 1947/49/50/52 Campeonato Sul-Americano - 1948
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Nem as dezenas de fraturas sofridas num acidente aos 19 anos, quando tentou pegar um bonde em movimento, impediram que Danilo se tornasse um dos maiores meias da história do futebol brasileiro. Um dos jogadores mais importantes do legendário Expresso da Vitória.
Didi, do Fluminense e do Botafogo, era “O Príncipe Etíope”. Porque “O Príncipe” foi Danilo. Está para nascer quem lhe roube o apelido. Sua elegância encantava até mesmo os torcedores adversários. Volta e meia o jogador era aplaudido sem bola.
Contratado ao América-RJ, Danilo se apresentou ao Vasco em 1945. Repentinamente, o torcedor parou de chorar a ausência de Fausto. Danilo, se vale a comparação, foi o Falcão (Do Inter e da Roma) de seu tempo. Uma águia da bola.
Majestoso, acolchoava no peito tiros fortes. Seus passes de primeira eram feitos com toques de classe, corpo ereto, agilidade. Dando ainda dribles curtos e lançamentos primorosos, alegrou com onze gols a torcida, em 305 jogos pelo clube.
Um desses gols propiciou a reação do Vasco sobre o Flamengo, em 1949. Era aniversário cruzmaltino e o placar apontava 2 a 0 para o adversário. Terminou 5 a 2 para o time de Danilo.
DÉ
Nome: Domingo Elias Alves Pedra
Apelido: Aranha Nascimento: 16/04/1948 – Paraíba do Sul/RJ
Posição: Atacante Características: Velocidade, Finalização e Habilidade Período:1970 a 1974 e 1975 a 1978
Principais Títulos: Campeonato Carioca – 1970/77
Campeonato Brasileiro – 1974
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Lembrado pelo o que fazia dentro e fora de campo, de grande personalidade também era conhecido como “Aranha” e tinha uma grande fama de namorador.
Um dos atacantes mais perigosos do país na década de 70. Rápido, habilidoso e muito técnico. Acima de tudo um grande malandro. Dé também era um mestre em cavar pênaltis.
DENNER
Nome:Denner Augusto de Souza Nascimento:02/04/1971 – São Paulo/SP
Falecimento:19/04/1994 – Rio de Janeiro/RJ
Posição:Atacante Características:Velocidade, Drible e Habilidade Período:1994
Principais Títulos: Campeonato Carioca – 1994 (post-mortem)
_________________________________________ Denner foi o terceiro jogador contratado pela diretoria em busca do tão sonhado e inédito tricampeonato Estadual que estava por vir em 1994. Os outros foram, na ordem, Luizinho (que estava no Celta de Vigo) e Ricardo Rocha. Denner foi emprestado pela Portuguesa por seis meses, com passe fixado em 3 milhões de dólares. Apresentou-se em São Januário no dia 14 de janeiro, já iniciando os preparativos para a pré-temporada que seria realizada na Granja Comary, em Teresópolis.
A estréia de Denner com a camisa do Vasco ocorreu no dia 21 de janeiro, numa mini excursão à Argentina para enfrentar o New Old Boys de Maradona por duas vezes (ambos os jogos terminaram empatados, o primeiro - com a presença de Maradona - por 0x0 e o segundo por 2x2). Entretanto, quiseram os Deuses do futebol, dar aos vascaínos apenas 14 jogos com Denner, mas jogos que jamais serão esquecidos. Jogos com atuações desconcertantes como fazia na Portuguesa.
Sem sombras de duvidas, Denner foi uma das maiores promessas do futebol brasileiro na década de 90. Craque franzino, ligeiro e dono do futebol mais moleque que o torcedor brasileiro pode ver depois de Garrincha. Abusado nos dribles, não tinha zagueiro que lhe botasse medo, mas também preciso nos passes e com uma grande visão de jogo. Denner era imarcável, endiabrado que era levava a zaga adversária à loucura.
Quando retornava de carro de São Paulo, onde estava sendo negociado com o Stuttgart da Alemanha sofreu um acidente de carro na Lagoa Rodrigo de Freitas. Denner, que estava dormindo com o banco inclinado, acabou falecendo sufocado pelo cinto de segurança. Meses depois um laudo policial confirmou que o motorista tinha dormido no volante.
Assim ficamos sem o sorriso do moleque e suas diabruras, logo três meses depois de sua chegada. Ficou a saudade dos dribles e gols que não aconteceram. A torcida do Vasco homenageava o jogador cantando: ”Ê cafuné, Ê Cafuné, O Denner é a mistura de Garrincha com Pelé”
DIRCEU
Nome: Dirceu José Guimarães Apelido: Formiguinha Nascimento: 15/06/1952 – Curitiba/PR Falecimento: 15/09/1995 – Rio de Janeiro/RJ
Posição: Meia e Ponta-Esquerda Características: Habilidade Período: 1977 a 1978 e 1988 Principais Títulos: Campeonato Carioca – 1977/78/88
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Em 1977, Francisco Horta, presidente do Fluminense, cedeu Dirceu por Luís Carlos. No polemico “Troca-Troca”, reforçou o Vasco. Ajustado seu setor de meio-campo, o time de São Januário partiu para uma das mais brilhantes conquistas do Rio. Infatigável, o “Formiguinha” participou de todos os 30 jogos da equipe e somou quatro gols.
Dono de um ótimo preparo físico, movimentava-se por todo o campo, durante o jogo inteiro. Era técnico e habilidoso e participou de três copas do mundo.
Craque da Seleção, Dirceu chegou a dizer, pouco antes do Mundial de 1978: “Na Argentina, serei eu e mais dez”. Ao fim da Copa, foi considerado o terceiro melhor jogador do mundo.
Cigano do futebol, perambulou por México, Espanha e oito times italianos, com breve intervalo em 1988, quando voltou ao país para ser novamente campeão estadual pelo Vasco.
Morreu num acidente de carro aos 43 anos.
DJAIR
Nome:Djair Mazzoni Nascimento: ?
Falecimento: ?
Posição: Ponta-esquerda Características: Habilidade e Drible Período: 1950 - 1956
Principais Títulos: Campeonato Carioca - 1950 Octogonal Rivadávia Corrêa Meyer: 1953
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Jogador de porte pequeno, aos 17 anos parecia um garoto jogando no meio de adultos. Vindo dos juvenis do São Cristóvão, em 1950 foi lançado por Flávio Costa na ponta-esquerda vascaína, que até então era propriedade de Chico, titular da posição inclusive na Seleção Brasileira.
No primeiro turno do Campeonato Carioca daquele ano o Vasco vinha de três derrotas e estava a três pontos do líder América, foi quando Djair estreou na oitava rodada e a partir disso, com seus dribles desconcertantes e gols, foi peça fundamental da recuperação cruzmaltina, que vencendo os jogos seguintes se tornou campeão carioca de 1950.
A final com o América foi um capítulo a parte da história de Djair com o Vasco: ele arrasou o adversário e jogando de forma brilhante, foi impiedosamente caçado pela defesa adversário, ao ponto de ser quase agredido pelo lateral e zagueiro do América, fato que não se consumou pela pronta intervenção de Eli e outros jogadores vascaínos.
Por sua atuação nesse jogo e no campeonato, Djair foi eleito da revelação da competição. Tanto sucesso deslumbrou o jovem Djair, que trocou os campos pelos bares e nunca mais foi o mesmo, deixando o Vasco em 1956.
DOMINGOS DA GUIA
Nome: Domingos Antônio da Guia Apelido: Divino Mestre Nascimento: 19/11/1912 – Rio de Janeiro/RJ Falecimento: 18/05/2000 – Rio de Janeiro/RJ
Posição: Zagueiro Características: Antecipação e Habilidade Período: 1932 a 1934
Principal Título: Campeonato Carioca – 1934
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Jogava de cabeça erguida, driblando, desde a sua área, todos que tentassem barrar seus passos em direção ao campo do inimigo. Assim era Domingos da Guia, considerado o melhor zagueiro central da história do futebol brasileiro. Ter a bola nos pés e sair jogando era tarefa das mais fáceis para o craque: excelente marcador, não precisava usar de violência; perfeita noção de colocação, se destacava no item antecipação; inteligente, previa as jogadas adversárias e a bola sempre o procurava.
Embora fosse lento e não cabeceasse bem, aos 20 anos já era chamado de “Divino Mestre”, apelido que ganhou quando foi campeão pelo Nacional de Montevidéu, em 1933.
Não dava chutões dentro da área, mesmo nos momentos mais difíceis driblava os atacantes e saia jogando.
Seu futebol inspirou o termo “domingada” utilizado até hoje, quando o defensor domina a bola dentro da área e tenta sair jogando.
Idolatrado no Uruguai, recebeu o apelido de "El divino mestre". Eduardo Galeno, famoso escritor uruguaio escreveu: "A leste a muralha da China, a oeste Domingos da Guia".
Domingos foi único. Sua categoria era reverenciada por todos, até pelos adversários. O romancista Otávio de Faria o chamava de "Mozart do futebol". Tim, o célebre jogador chamado de bailarino pelo que fazia com seus marcadores dizia que era impossível driblar Domingos da Guia.
DONATO
Nome: Donato Gama da Silva
Nascimento: 30/12/1962 – Rio de Janeiro/RJ
Posição: Zagueiro
Características: Tranqüilidade e Segurança
Período:1980 a 1988
Principais Títulos: Campeão Carioca – 1987/88
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A revelação vascaína Donato por oito anos envergou a nossa camisa. Era um zagueiro sério, calmo e um marcador excepcional que saiu do Vasco para fazer história na Espanha onde se naturalizou e até marcou um gol com a camisa da seleção. É o estrangeiro com maior número de partidas disputadas na história do Campeonato Espanhol.
Posição: Atacante Características: Finalização e Raça Período:1998 a 2000, 2002, 2003 a 2004
Principais Títulos: Taça Libertadores da América – 1998
Campeonato Carioca –1998
Torneio Rio-São Paulo – 1999
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Jogador que nos bons tempos não entregava os pontos enquanto não visse a bola no fundo das redes. Acreditava em todas e com muita raça fazia da vitalidade o seu maior trunfo. Além disso, ainda tinha uma ótima velocidade e finalizava muito bem as jogadas.
Com todos esses atributos, foi um dos principais jogadores na conquista da Taça Libertadores da América, quando marcava gols saía pra comemorar imitando uma pantera e levava a torcida ao delírio.
Abriu o caminho para a vitória vascaína na Libertadores ao marcar o primeiro gol da decisão em um belo chute de fora da área, no ângulo.
DUNGA
Nome: Carlos Caetano Bledorn Verri Nascimento: 31/10/1963 – Ijuí/RS
Posição: Volante Características: Garra e Liderança Período: 1987
Principal Títulos: Campeonato Carioca – 1987
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Revelado pelo Internacional e com passagens apagadas por Corinthians e Santos, Dunga encarou o convite do Vasco como a oportunidade para se reafirmar no futebol brasileiro. Líder por excelência o volante comandou o time do Vasco no Carioca de 1987. Consagrado pela conquista iniciou bela carreira internacional.
Batalhador incansável e com forte poder de marcação. Dunga roubava a bola dos adversários, dava chutes fortes e passes precisos. Era ótimo na antecipação e na cobertura dos laterais. Quando estreou pela Seleção no empate entre Inglaterra e Brasil, era jogador do Vasco.
Posição: Atacante Características: Habilidade, Drible, Garra e Velocidade Período: 1992, 1996 a 1997, 1999 a 2000, 2003 e 2008
Principais Títulos: Campeonato Carioca - 1992 Campeonato Brasileiro - 1997
Artilharia: Campeonato Brasileiro - 1997 Copa do Brasil - 2008
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Em 1991, num jogo preliminar de juniores contra o Botafogo, o camisa 16 do Vasco driblou meio time adversário, deixou o goleiro para trás e marcou um golaço. Um jornalista que acompanhou o jogo fez rasgados elogios ao garoto na edição do dia seguinte. Assim nascia Edmundo para o futebol, um atacante abusado, corajoso, polemico e extremamente habilidoso.
De certa forma, aquela foi uma vingança. Edmundo começou a carreira nas divisões de base do Botafogo, mas acabou expulso do clube por andar nu na concentração dos juniores. O Vasco o acolheu e aqui ele explodiu, disputando um grande Campeonato Brasileiro em 1992.
Em 1997 viveu a melhor fase da sua carreira: carregou o time nas costas na conquista do Campeonato Brasileiro de 1997 e quebrou dois recordes do torneio: o de maior número de gols marcados por um jogador na mesma partida (Fez seis na goleada por 6 x 1 sobre o União São João) e o de maior artilheiro da competição
Temperamental e fora-de-série, até em outros times, foi sempre vascaíno. Perdeu pênaltis jogando contra o Vasco por Santos, Cruzeiro e quando esteve no Flamengo esculhambou o sem ter nada adversário. Por isso, foi perdoado pela heresia de vestir aquele uniforme.
Na sua terceira passagem pelo Vasco, na Copa do Brasil de 2000, Edmundo dividiu forte com o goleiro Zetti, do Fluminense, levou seis pontos na cabeça, mas não saiu de campo. Com uma bandagem improvisada, bem representou o clube até o apito final. Puro amor à camisa.
Em 2003, após dar várias entrevistas dizendo que queria retornar ao Vasco foi novamente contratado pelo clube. Mas após reclamar por diversas vezes da qualidade do elenco e dos salários atrasados saiu do Vasco no fim do ano.
Após rodar por vários clubes retornou ao Vasco, em uma negociação demorada o jogador aceitou reduzir pela metade o valor que cobrava de remunerações não pagas em uma ação judicial que movia contra o clube. Na sua apresentação voltou a fazer juras de amor ao Vasco e prometeu encerrar a carreira no clube. Infelizmente, a última partida de um dos nossos maiores ídolos, foi no dia mais triste da história vascaína. O descenso para a Série B.
Isso em nada diminuiu o carinho e o amor que a torcida nutre pelo Animal, mesmo após uma dor tão grande a mesma ainda conseguiu se despedir do ídolo que estava aos prantos e queria apenas se isolar no vestiário.
Edmundo e o Vasco, um caso de amor com diversos capítulos e vários recomeços.
Além de craque, uma fera; além de fera, vascaíno de corpo e alma.
ELY
Nome: Ely do Amparo Apelido: Touro Sentado Nascimento: 14/05/1921 – Paracambi/RJ Falecimento: 09/03/1991 – Rio de Janeiro/RJ
Posição: Zagueiro Características: Raça, Técnica e Liderança Período: 1945 a 1952 Principais Títulos: Campeonato Carioca – 1945/47/49/50/52 Campeonato Sul-Americano – 1948
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Em 9 de julho de 1944, o “Expresso da Vitória” tropeçou diante do Canto do Rio, em São Januário. O empate em dois gols não estava nos planos da equipe e o resultado foi determinante para que o Vasco não conquistasse o título
Para não correr mais riscos, o clube contratou o responsável pelo placar. O zagueiro Ely passou a vestir as cores do Vasco. Com ele no time, o esquadrão embalou.
Zagueiro alto, clássico e vigoroso, Ely duelava com atacantes de recursos, como Pirillo e Zizinho. Forte como um touro, não tirava a perna de uma dividida nunca.
Em 1950, foi reserva na Copa do Mundo disputada no Brasil. Dois anos depois, no Pan-Americano do Chile, deu o troco aos uruguaios a seu modo: anulou o atacante Gighia e encheu o capitão Obdulio Varela de sopapos. Então começaram a dizer que se Ely estivesse em campo na decisão de 50, o Brasil teria sido campeão.
EULLER
Nome: Euller Elias de Carvalho Apelido: Filho do Vento Nascimento: 15/03/1971 - Felixlândia/MG
Posição: Atacante Características: Velocidade e Passe Período: 2000 a 2001 Principais Títulos: Campeonato Brasileiro – 2000 Copa Mercosul – 2000 _________________________________________
Chamado de “Filho do Vento” por causa da sua impressionante velocidade. Parecia um Fórmula 1 nos contra-ataques. Corria, corria, corria e chegava à linha de fundo para cruzar, executando bons dribles pelo caminho.
Jogou por dois anos como um autêntico ponta, velocíssimo e muito inteligente conseguiu a proeza de não se diminuir frente à vaidade de Romário - que o considera um dos melhores parceiros com quem já jogou - no ataque vascaíno.
Euller e o Baixinho formaram uma dupla encapetada durante a campanha do título brasileiro de 2000.
Cena comum nos jogos, o Euller dominava a bola, deixava o zagueiro no chão, abria a jogada, fuzilava e saía pra comemorar.
EVAIR
Nome: Evair Aparecido Paulino
Nascimento: 21/02/1965 – Crisólia/MG
Posição: Atacante
Características: Passe, Chute, Técnica, Cabeceio
Período: 1997
Principais Títulos: Campeonato Brasileiro - 1997
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Era especialista em jogar de costas para o gol atraindo a marcação dos zagueiros e preparando as jogadas para o Edmundo que vinha de trás. Era um ótimo cabeceador, cobrava faltas e tinha um chute calibrado de pé direito.
Jogou apenas seis meses no Vasco, mas o suficiente para se tornar ídolo com a dobradinha perfeita que fez com Edmundo. Conquistando o Tricampeonato brasileiro, naquela que para muitos é a melhor equipe do Vasco nos últimos 50 anos. Um time que beirou à perfeição.
Posição: Goleiro Características: Reflexo e Tranqüilidade Período:2000 a 2004
Principais Títulos: Campeonato Carioca – 2003
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Natural do Mato Grosso, Fábio começou a carreira no União Bandeirante, do Paraná. Já com grande destaque nas categorias de base, foi contratado pelo Vasco em 2000, quando tinha apenas 19 anos de idade para compor o elenco com a iminente saída de Carlos Germano para o Santos. As grandes atuações do titular Hélton levaram Fábio a disputar a vaga no banco de reservas com o já experiente Márcio, que tinha alguns anos de casa.
A estréia de Fábio como goleiro titular do Vasco ocorreu num jogo protagonizado por Edmundo. Vestindo a camisa do Santos, o “Animal” seguia a sua promessa de não fazer gols no Vasco, seu time do coração. Fábio acabou defendendo dois pênaltis batidos pelo então jogador santista, dentro da Vila Belmiro – o juiz mandou voltar a primeira cobrança. Este acontecimento acabou culminando na saída de Edmundo da equipe do Santos.
Com a venda de Hélton em 2002, Fábio assumiu de vez a titularidade vascaína. As boas defesas do goleiro deram tranqüilidade à torcida. Os torcedores sabiam que podiam contar com um goleiro seguro e com uma técnica soberba. Acabou chegando à Seleção Brasileira. Ter um goleiro da Seleção no plantel entusiasmou ainda mais a torcida, o que levou a diretoria a desenvolver projetos de marketing em torno de Fábio, como por exemplo, a venda de uma camisa comemorativa listrada nas cores dourada e preta com assinatura do próprio jogador.
Vestindo a camisa do Vasco, Fábio fez 150 jogos e sofreu 195 gols. Com salários atrasados e sofrendo um forte aliciamento do Cruzeiro, sua saída de São Januário foi de forma conturbadora. Acabou sendo envolvido em um troca-troca com o próprio Cruzeiro, onde o Vasco recebeu o atacante Alex Dias.
FAUSTO
Nome: Fausto Dos Santos Apelido: A Maravilha Negra Nascimento: 28/01/1905 – Codó/MA Falecimento: 28/03/1939 – Santos Dumont/MG
Posição: Meia Características: Habilidade e Raça Período: 1928 a 1931 e 1931 a 1934 Principais Títulos: Campeonato Carioca - 1929/34
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Quando Fausto chegou ao Vasco, trouxe o toque de genialidade que a equipe precisava para se reencontrar com os títulos. Campeão Carioca de 1929, num jogo contra o Flamengo, o Cruzmaltino venceu por 4 a 1 e Fausto, “A Maravilha Negra”, guardou três.
O apelido, Fausto recebeu por causa da sua sensacional habilidade com a bola e a liderança que exercia sobre os companheiros. Em 1931, o Vasco viajou para a Europa e o volante encantou os espanhóis. Como o esporte no Brasil era amador, Fausto aceitou proposta do Barcelona e ficou por lá. Retornou em apenas dois anos. No Carioca de 1934, presenteou a Colina com mais um titulo e só não foi a Copa do Mundo de 1934 por ser profissional.
Fausto perdeu a Copa do Mundo de 1938 por causa de uma gripe. Na verdade, o primeiro sintoma da tuberculose que lhe tirou a vida prematuramente. Num sanatório naval mineiro, passou seus últimos dias, até falecer aos 34 anos.
Foi um dos maiores craques do seu tempo.
FEITIÇO
Nome:Luiz Mattoso Nascimento: 29/09/1901 – São Paulo/SP Falecimento: 23/08/1985 – São Paulo/SP
Posição: Atacante Características: Chute, Habilidade, Drible Período:1936 a 1937
Principais Títulos: Campeonato Carioca – 1936
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Luiz ganhou o apelido pela magistral habilidade que tinha com bola. Chutava bem com as duas pernas, cabeceava, driblava, cobrava faltas, escanteios e com a impressionante habilidade que tinha era capaz de aplicar chapéus usando apenas o bico das chuteiras. Chegou ao Vasco já no alto de seus 35 anos, mas ainda com o grande futebol dos tempos de Santos ajudou o Vasco a conquistar mais um Campeonato Carioca.
Com uma vocação natural para balançar as redes foi o artilheiro do Vasco no Carioca de 1936 com nove gols, no ano seguinte marcou 14 gols.
FELIPE
Nome: Felipe Jorge Loureiro Nascimento: 02/09/1977 - Rio de Janeiro/RJ
Posição: Lateral-Esquerdo e Meia Características: Habilidade, Drible e Passe Período: 1996 a 2000 e 2002
Principais Títulos: Campeonato Carioca – 1998 Campeonato Brasileiro – 1997 e 2000 Torneio Rio-São Paulo – 1999 Copa Mercosul – 2000 Copa Libertadores da América - 1998
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Extremamente habilidoso, craque em dribles curtos e secos. Chega fácil a linha de fundo, de onde faz cruzamentos precisos. Lateral-Esquerdo de habilidade incomum e meia cerebral, o vaidoso Felipe conquistou títulos cobiçados com o Vasco. Rotulado de mascarado, Felipe respondia em campo aos seus desafetos.
Formado nas categorias de base, disputou um excelente Campeonato Brasileiro em 1997 e quase marcou um golaço na final do Mundial Interclubes de 1998 contra o Real Madrid. Irreverente, joga futebol como se estivesse brincando. Tudo para ele parece fácil, inclusive jogar no meio-campo armando jogadas.
Para muitos, esnobe. Para alguns, mascarado. Para qualquer um que aprecie o bom futebol, técnico ao extremo. Lembrando vez ou outra Garrincha, a impressão que dava era a de que só tinha um drible, para a esquerda. Porem, feito o genial ponta-direita, ninguém conseguia evitar que desenvolvesse em poucos palmos de grama a jogada, saindo ileso para realizar o cruzamento.
Quando estreou parecia um veterano, conhecedor dos principais atalhos do campo. Defendendo como zagueiro, tomava a bola do adversário e apoiava bem, apesar da lentidão. Com dribles desconcertantes e jeito de quem joga pelada, seu talento descontraía a torcida.
FONTANA
Nome:José de Anchieta Fontana Nascimento: 31/12/1940 – Santa Teresa/ES Falecimento: 09/09/1980 – Santa Teresa/ES
Posição: Zagueiro Características: Segurança e Raça Período:1963 a 1969
Principais Títulos: Torneio Rio-São Paulo - 1966
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Fontana foi durante praticamente toda a década de 60 o parceiro de Brito na zaga do Vasco. Zagueirão viril, algumas vezes até violento, não tinha nenhuma habilidade, era um verdadeiro beque de fazenda. Mas que colocava o coração na ponta da chuteira a cada partida para defender o Vasco.
Participou da Copa de 1970 como reserva imediato de Piazza.
Faleceu com apenas 39 anos enquanto disputava uma partida amistosa com amigos na sua cidade natal no Espírito Santo.
Posição: Atacante Características: Chute e Velocidade Período: 1943 a 1949 e 1951
Principais Títulos: Campeonato Carioca – 1945/47 Campeonato Sul-Americano – 1948
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Atacante versátil jogava em todas as posições do ataque. Habilidoso, tinha um chute muito forte e fazia muitos gols, foi um dos heróis do Sul-Americano de 1948, conquistado no Chile. Quando deslocado da ponta direita para o centro do ataque devido a contusão de Ademir Menezes, na época o maior jogador do Vasco, o fez de forma brilhante.
Ë conhecido nacionalmente por fazer o único gol brasileiro na final da Copa de 50. Foi o último jogador do Expresso da Vitória a falecer, em janeiro de 2009.
G
GEOVANI
Nome: Geovani Silva
Apelido: Pequeno Príncipe
Nascimento: 06/04/1964 - Vitória/ES
Posição: Meia
Características: Habilidade, Drible e Passe Período: 1982 a 1989 e 1991 a 1993
Principais Títulos: Campeonato Carioca: 1982/87/88/93 Troféu Ramon de Carranza: 1987/88
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Gênio ou mascarado, possuidor de um estilo clássico ou ultrapassado, jogador fundamental ou indisciplinado, Geovani viveu uma relação de amor e ódio com a torcida do Vasco. Mas em um ponto todos concordam: ele foi inesquecível.
Com apenas 16 anos, Geovani já era titular da Desportiva Ferroviária/ES e considerado uma das grandes promessas do futebol brasileiro quando veio para atuar nos juniores do Vasco em 1981. No ano seguinte já era titular e com a mesma facilidade que executava dribles desconcertantes, um lançamento milimétrico ou um toque genial, colecionava desentendimentos com dirigentes e treinadores.
Rebelde, chegou a trocar socos com o companheiro Luís Carlos na Libertadores de 1985 e esmurrou o zagueiro Edinho, do Flamengo, em 1987. Quando Cláudio Garcia tentou escalá-lo na ponta direita, invocou-se, preferiu o banco. O técnico não chegou a 40 dias no clube.
É atribuído ao técnico Sebastião Lazaroni o mérito de tornar Geovani um jogador mais completo, que aliava o seu indiscutível talento a uma participação mais efetiva na marcação. E assim ele foi o grande maestro do Bi-Carioca 87/88. Vendido a peso de ouro para a Itália em 1989, retornou ao Vasco dois anos depois quando mesmo não obtendo o mesmo sucesso ajudou o Vasco a ser campeão do Carioca de 93.
H
HELENO DE FREITAS
Nome: Heleno de Freitas Nascimento: 06/09/1920 – São João Nepomuceno/MG Falecimento: 08/11/1959 – Barbacena/MG
Posição: Atacante Características: Habilidade, Passe e Chute Período: 1949
Principal Título: Campeonato Carioca – 1949
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Heleno foi o primeiro craque-problema do futebol brasileiro, mas ao mesmo tempo que parecia um descontrolado era capaz de lances geniais com sua habilidade e técnica refinada.
Os adversários perceberam que ele era pavio-curto e lhe deram o apelido de "Gilda", nome de um personagem da atriz americana Rita Hayworth em filme de mesmo nome que fez sucesso na década de 40. Como se esperava a brincadeira deixava Heleno muito irritado. Certa vez, engalfinhou-se com Lelé que ainda jogava no Madureira e a polícia teve que ser chamada para separar os dois que anos depois seriam companheiros no Vasco.
Fora de campo, no entanto, era um galã e um gentleman. Figurava nos cassinos e clubes da High Society, tinha ternos cosidos pelo alfaiate de Getúlio Vargas e Caddilac na garagem.
Heleno jogou no Vasco em 1949, no esquadrão que era o Expresso da Vitória e no ano seguinte foi jogar na Colômbia, quando Heleno retornou ao Brasil tentou uma nova chance no Vasco, porém era desafeto do treinador Flávio Costa, que o recebeu da forma mais hostil possível. Heleno, já demonstrando os sinais da insanidade que o enterraria em menos de dez anos, sacou um minúsculo revólver e apontou para o treinador vascaíno, que fora da polícia especial e desarmou o atacante com facilidade, ainda lhe dando uns murros. Heleno saia pela última vez de São Januário. Foram 24 jogos e 19 gols com a camisa cruzmaltina.
A vida de boêmio começou a precipitar o final de sua carreira. Com sífilis cerebral contraída após se tornar um viciado em éter perfumado, pendurou as chuteiras jogando 20 minutos no Maracanã pelo América-RJ.
Morreu aos 39 anos, esquecido e abandonado num hospício mineiro.
HÉLTON
Nome: Hélton da Silva Arruda Nascimento:18/05/1978 – São Gonçalo/RJ
Posição: Goleiro Características: Agilidade e Reflexo Período:1993 a 2002
Principais Títulos: Campeonato Brasileiro – 2000
Copa Mercosul – 2000
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Quando Carlos Germano brigou com a diretoria do Vasco as vésperas do Mundial de Clubes, surgiu um garoto que poucos tinham ouvido falar no Vasco. Para muitos seria loucura colocar um jovem de 21 anos que tinha acabado de subir para os profissionais em uma competição tão importante, substituindo o ídolo que por quase uma década foi o titular absoluto da meta vascaína.
Mas Hélton surpreendeu e deu conta do recado, demonstrando muita personalidade e uma elasticidade impressionante, acabou sendo um dos principais jogadores do Vasco na competição.
Tornou-se ídolo da massa vascaína, suas reposições de bola proporcionavam ótimos contra-ataques e a sua saída do gol cortava os cruzamentos adversários na área do Vasco afastando o perigo. Assim foi peça fundamental nas campanhas do Vasco de 2000 a 2002, quando se transferiu para o União Leiria de Portugal.
I
IPOJUCAN
Nome: Ipojucan Lins de Araújo Nascimento: 03/06/1926 – Macéio/AL Falecimento: 19/06/1978 – São Paulo/SP
Posição: Atacante Características: Técnica e Habilidade Período: 1947 a 1957
Principais Títulos: Campeonato Carioca – 1949/50/52 Campeontato Sul-Americano - 1948
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Ele chegou ainda menino ao Vasco, com apenas 11 anos. Alto (1,90 metro) e muito hábil, abusava das jogadas de efeito, como passes de trivela e jogadas de calcanhar. Seus dribles e lançamentos eram sensacionais. Tornou-se imbatível no jogo aéreo e mágico com a bola nos pés. Exímio driblador, premiava os companheiros com geniais toques e lançamentos milimétricos.
Não gostava de treinar. Preferia ater-se com a bola colada na ponta da chuteira, fazendo embaixadas até não agüentar mais – já que o instrumento de trabalho não lhe traía o domínio. Certa vez, o hoje comentarista Luiz Mendes o observou atentamente em um treino. Ao reparar que estava sendo admirado, Ipojucan pôs-se a brincar com a redonda por uma pequena eternidade.
O sucesso em campo, no entanto, lhe abriu as portas para a vida noturna. Tornou-se boêmio e gastava todo o seu dinheiro em noitadas. Vitima de tuberculose, morreu num quarto e sala em São Paulo.
ISAÍAS
Nome:Isaías Benedito da Costa Nascimento: 27/12/1921 – Rio de Janeiro/RJ Falecimento: 12/08/1949 – Rio de Janeiro/RJ
Posição: Atacante Características: Chute, Habilidade, Drible Período:1943 a 1946
Principais Títulos: Campeonato Carioca – 1945
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Isaías juntamente com Jair Rosa Pinto e Lelé assombravam os clubes cariocas enquanto jogava no Madureira, até que o Vasco contratou os “Três Patetas” numa só tacada e trouxe a genialidade dos atletas para São Januário.
Isaías não era mais atleta do Vasco, mas deixou muitas saudades nos corações vascaínos quando morreu com apenas 28 anos vítima do grande mau do século XX, a tuberculose.
É bisavô do ex-jogador do Vasco Léo Lima.
ITÁLIA
Nome:Luiz Gervazoni Nascimento: 22/05/1907 – Rio de Janeiro/RJ Falecimento: Desconhecido
Posição: Zagueiro Características: Raça Período:1926 a 1938
Principais Títulos: Campeonato Carioca – 1929/1934 e 1936
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Ainda nos tempos em que o futebol era amador no país, Itália era um atleta que se cuidava, tinha um porte atlético e grande vigor físico. Titular da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1930 no Uruguai.
Jogou na época que o futebol começava a se profissionalizar, foi o primeiro jogador de futebol aposentado do Brasil.
J
JAGUARÉ
Nome: Jaguaré Bezerra de Vasconcelos
Apelido: Babilônia, Dengoso e Le Jaguar
Nascimento: 14/06/1900 - Rio de Janeiro/RJ
Falecimento: 30/06/1946 - São Paulo/SP
Posição: Goleiro Características: Agilidade, Segurança e Tranqüilidade. Período: 1928 a 1931 e 1934
Principal Título: Campeonato Carioca: 1929
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Antes de se projetar no cenário futebolístico como goleiro, Jaguaré foi lateral, ponta, meia e centroavante. Nas peladas do Cais do Porto, lugar que trabalhava, foi descoberto pelos jogadores Espanhol e Peixoto que o levaram para jogar pelo extinto Pereira Passos, mais tarde ambos foram para o Vasco e Espanhol novamente levou Jaguaré com ele em 1928.
Na Colina Histórica começava o reinado de Harry Welfare, inglês tradicional que gostava de ver seus jogadores bem vestidos, Jaguaré, nesse quesito, deixava a desejar na opinião de Welfare: usava boné de marinheiro, camisa fora do calção e meias arriadas.
Estreou no segundo quadro, onde jogou apenas uma partida, logo passando para o time principal e sendo colocado na reserva do goleiro Waldemar. Tinha apenas 10 dias de Vasco quando agarrou a chance de ser titular na partida contra o Fluminense. O jogo terminou empatado em 0x0 e sua atuação foi tão espetacular que Jaguaré se tornou a sensação da cidade. Passou a ser chamado “Jaguaré, sua majestade o Babilônia”, um dos muitos apelidos que ganharia ao longo da carreira, como “Dengoso” e “Le Jaguar”, esse da época dos gramados franceses.
Esse foi apenas um dos muitos feitos espetaculares de sua carreira. Outro exemplo foi o jogo entre as seleções carioca e paulista, quando defendeu um pênalti cobrado por Grané, que se vangloriava de ter o chute mais potente do Brasil, chamado de ‘Grané Canhão 420’, em alusão ao canhão mais potente da época. Esse chute foi tão forte que o fez cair dentro do gol e a defesa o tornou ainda mais querido pelos torcedores.
Tornou-se famoso também pela irreverência. a cada jogo inventava uma jogada diferente, como em uma partida contra o Bangu em que, dando um tapa na bola, driblou o atacante Landislau do Bangu por duas vezes para delírio da torcida vascaína. Em outras oportunidades, após fazer a defesa, atirava a bola na cabeça dos adversários para depois pegá-la novamente.
Assim era Jaguaré, e os estádios enchiam para ver suas defesa e deliciarem-se com o modo moleque como atuava. Ficou na lembrança de todos o seu modo de defender a bola, a “bichinha” em suas palavras, a girava com a mão e depois a equilibrava na ponta do dedo. Jaguaré também era bom com os pés, seu chute era mais certeiro e mais potente do que muitos atacantes e ele, claro, se vangloriava disso.
Essa arma era utilizada quando algum goleiro ia fazer teste no Vasco, Jaguaré dizia que iria testá-lo e mandava a bomba. Repetidamente. No dia seguinte tal goleiro não era mais visto em São Januário. Em uma época diferente da atual, onde os atletas dependiam do bicho para sobreviver, jogar uma partida era questão de vida ou morte para Jaguaré, como descobriu um dia Harry Welfare ao tentar barrá-lo. O Dengoso garantiu sua titularidade apontando uma faca ao velho inglês.
Também faz parte do folclore em torno de Jaguaré seu hábito de dormir até 10 minutos antes das partidas, fossem elas amistosos ou decisões. Depois de ser delicadamente acordado por Welfare, molhava a cabeça na torneira do vestiário e entrava em campo tranqüilamente.
Quando o Vasco excursionou à Europa, o primeiro clube em atividade no futebol profissional a fazê-lo, Jaguaré por lá ficou. Só retornou em 1934 e trazia consigo algo inédito no Brasil: luvas para goleiro. Mas a magia de Jaguaré parecia ter acabado e o Vasco não o quis. O resto de sua carreira nos gramados foi marcado pela irregularidade. Morreu na cidade de São Paulo em 1946, segundo alguns por seqüelas de uma briga, mas seu nome ficará na história como uma das maiores lendas do futebol brasileiro e um dos maiores goleiros do país.
JAIR ROSA PINTO
Nome: Jair Rosa Pinto Nascimento: 21/03/1921 – Quatis/RJ
Falecimento:27/7/2005 – Rio de Janeiro-RJ
Posição: Atacante Características: Habilidade e Chute Período: 1943 a 1946
Principal Título: Campeonato Carioca – 1945
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Um cracaço. De sua fina perna canhota saíam tiros que aterrorizavam os goleiros de seu tempo.
O jogador iniciou sua trajetória no Madureira. Ao chegar ao Vasco, contribuiu na conquista do Carioca de 1945. Líder dentro e fora de campo, incendiava os companheiros nas preleções e contagiava pela eficácia do seu futebol.
Em 1947, em grande fase, foi contratado pelo Flamengo. Mas, no Rio, seu destino era mesmo ser ídolo de uma única torcida. Em 1949, ao declarar que o Flamengo não tinha esquema tático para vencer o Vasco, o jogador foi escorraçado da Gávea, após perder de 5 a 2 para o ex-clube. Chegaram a queimar uma camisa que simbolizava a 7 que costumava vestir.
Posição:Atacante Características:Cabeceio Período:1990 a 1994
Principais Títulos:Campeonato Carioca – 1992/93/94
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Em 1992, após brilhar na Taça Rio de Janeiro jogando pelo Ferroviário, o Vasco comprou o passe de Jardel por U$$ 27,500 dólares. Logo no ano seguinte foi o artilheiro do Vasco na Taça Rio-São Paulo de Juniores com nove gols marcados.
Promovido para o time principal, foi campeão Carioca no seu ano de estréia e mesmo na reserva do time mostrava o seu valor quando entrava no segundo tempo. No ano seguinte foi importante na conquista do Estadual e marcou os dois gols da decisão em cima do Fluminense.
Com a torcida vascaína pegando no seu pé, foi emprestado para o Grêmio onde desandou a fazer gols. De lá, não voltou para o Vasco sendo vendido diretamente para o Porto por 1, 2 milhão de dólares.
Jardel tinha 1,88m de altura, mas o que sempre desequilibrou na sua carreira foi a sua fantástica impulsão que o transformava em um monstro dentro da área. Em 2000, foi considerado ao lado do alemão Olivier Bierhoff o melhor cabeceador do planeta.
JORGE
Nome: Jorge Dias Sacramento
Nascimento: 22/10/1927 – Salvador/BA
Falecimento: 30/07/1998 – Rio de Janeiro/RJ
Posição: Lateral-Esquerdo
Características: Marcação e Resistência
Período:1945 a 1954
Principais Títulos: Campeonato Sul-Americano – 1948
Octogonal Rivadavia Corrêa Meyer - 1953
Campeonato Carioca – 1945/47/49/50/52
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Jorge jogou praticamente toda a sua carreira pelo Vasco, disputando um total de 353 partidas. Foi um dos poucos que figuraram em todos os títulos do Expresso da Vitória.
Em um tempo que os laterais não avançavam, o fôlego e a marcação implacável de Jorge empolgavam a massa vascaína. É considerado por alguns especialistas o melhor lateral-esquerdo da história do Vasco.
JUNINHO PAULISTA
Nome: Osvaldo Giroldo Júnior Nascimento:22/02/1973 – São Paulo/SP
Posição: Meia Características: Habilidade e Velocidade Período:2000 a 2001
Principais Títulos: Campeonato Brasileiro – 2000
Copa Mercosul – 2000
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Quando Juninho chegou ao Vasco, foi olhado com desconfiança por parte da torcida vascaína, já que ele tinha um histórico de muitas contusões nas últimas temporadas por Middlesbrough e Atlético de Madrid.
Ágil e muito veloz, Juninho compensava o corpo franzino (1,67m e 58 kg) com muita garra e arrancadas em alta velocidade. Chegou ao Vasco em agosto de 2000 e formou ao lado de Juninho Pernambucano, Euller e Romário um quarteto fantástico que arrasou a América do Sul conquistando as duas competições que participaram.
Em 2001, já sem o Juninho Pernambucano que foi para o Lyon da França, o trio aprontou das suas fazendo o recorde de invencibilidade da Taça Libertadores da América: o Vasco venceu oito partidas consecutivas, um feito inigualável até hoje e que dificilmente será conseguido por outra equipe.
JUNINHO PERNAMBUCANO
Nome: Antônio Augusto Ribeiro Reis Júnior Apelido: Reizinho Nascimento: 30/01/1975 - Recife/PE
Posição: Meia Características: Chute, Cobrança de Falta, Versatilidade, Raça e Passe Período: 1995 a 2001
Principais Títulos: Campeonato Carioca – 1998 Campeonato Brasileiro – 1997 e 2000 Torneio Rio-São Paulo – 1999 Copa Mercosul – 2000 Copa Libertadores da América - 1998
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Revelado pelo Sport, Juninho chegou a São Januário prometendo muito. E cumpriu. Chegou com 20 anos e iniciou uma fase de ouro com vários títulos conquistados. Meia completo, Juninho chuta muito, tem disciplina e inteligência.
Chegou a ser menosprezado por alguns jornais, que disseram na época que o Vasco tinha contratado falsos Juninho e Leonardo. Os verdadeiros seriam, respectivamente, o meia paulista e o lateral da última Copa. Realmente o centroavante Leonardo não emplacou, mas Juninho...
Hábil e dono de um chute venenoso tornou-se o maestro do meio-campo do supertime do Vasco. Sua grande resistência física também o tornou um marcador implacável. Com apetite por vitórias, o meia dava carrinhos na bola e passes primorosos. Vibrava com o jogo e furava defesas com chutes calibrados. Depois de Ademir, Vavá e Almir, mais um ídolo pernambucano na Colina.
Sucessor de Arthurzinho no posto de “Reizinho de São Januário”, conseguiu um carinho descomunal da torcida vascaína e já declarou que em respeito a torcida jamais jogaria no Flamengo.
Na Libertadores 98, marcou um gol de falta improvável no River Plate da Argentina, que classificou o Vasco para a final da competição. Na final, deu os lançamentos para Luizão e Donizete selarem a vitória histórica.
As dificuldades do Vasco na final do Brasileiro de 2000 terminaram aos 29 minutos, quando Romário ajeitou para Juninho, na risca da grande área. Bola no ângulo, enquanto o Maracanã pedia para o craque permanecer no Vasco, Juninho, emocionado, nem comemorou. Apenas abraçou o artilheiro no seu último jogo pelo time.
L
LEÃO
Nome: Émerson Leão
Nascimento: 11/07/1949 – Ribeirão Preto/SP
Posição: Goleiro
Características: Agilidade, Reflexo
Período:1979 a 1980
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Um dos melhores goleiros da historia do futebol brasileiro em todos os tempos. Rápido, seguro, dono de reflexos sensacionais e ótima colocação.
Foi contratado pelo Vasco enquanto era o titular absoluto no gol da Seleção Brasileira e já chegou com status de ídolo da massa. Justificou com grandes exibições na meta vascaína.
LELÉ
Nome:Manuel Peçanha Nascimento: 23/02/1918 – Rio de Janeiro/RJ Falecimento: 16/08/2003 – Rio de Janeiro/SP
Posição: Atacante Características: Chute, Habilidade, Drible Período:1943 a 1948
Principais Títulos: Campeonato Carioca – 1945/47
Campeonato Sul-Americano de 1948
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Lelé era um jogador um tanto lento para atuar na ponta, mas atuava tanto na direita como na esquerda com altivez. Tinha no chute de perna direita um verdadeiro canhão que atemorizava os adversários e foi o artilheiro do Campeonato Carioca de 1945 marcando 13 gols.
Com o sucesso, virou marchinha de carnaval na voz da cantora Linda Batista com o título “No Boteco do José”.
Vamos lá Que hoje é de graça No boteco do José Entra homem, entra menino Entra velho, entra mulher É só dizer que é vascaíno E amigo do Lelé
LEÔNIDAS
Nome: Leônidas da Silva Apelido: Diamante Negro Nascimento: 06/09/1913 – Rio de Janeiro/RJ Falecimento: 24/01/2004 – Cotia/SP
Posição: Atacante Características: Elasticidade, Chute e Habilidade Período: 1934
Principal Título: Campeonato Carioca – 1934
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Filho de uma doméstica iniciou no Bonsucesso, com grande destaque e foi convocado para a Seleção Brasileira. Chegou ao Vasco para ser Campeão Carioca em 1934, saiu para jogar a Copa do Mundo de 1934, contratado pela CBD que só aceitava jogadores amadores.
Extremamente técnico, veloz e com ótima impulsão. Encurtando a conversa, um dos melhores atacantes que o Brasil já teve. Apesar de muita polêmica sobre o assunto, é considerado o inventor da bicicleta.
LUÍS CARLOS WINCK
Nome:Luiz Carlos Coelho Winck Nascimento: 05/01/1963 – Portão/RS
Posição: Lateral-Direito Características: Técnica Período:1989 a 1990 e 1992
Principais Títulos: Campeão Brasileiro – 1989
Campeão Carioca – 1992
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Luiz Carlos Winck era tão bom na defesa quanto no ataque e destacava-se pelo ótimo condicionamento físico. Foi dele o cruzamento milimétrico que proporcionou ao Vasco o título de Campeão Brasileiro de 1989 culminando na cabeçada fatal de Sorato. Sua passagem pelo Vasco foi interrompida por um regresso ao Internacional em 1991, retornando em 1992 para conquistar o título carioca. Convocado para disputar a Copa do Mundo de 1990, acabou se contundindo durante a preparação.
Atualmente, Winck é dono de uma transportadora e técnico de futebol.
LUISINHO
Nome: Luis Carlos Quintanilha
Apelido: Guerreiro de São Januário
Nascimento: 17/03/1965 – Rio de Janeiro/SP
Posição: Volante
Características: Raça
Período:1991 a 1993 e 1995 a 2000
Principais Títulos: Campeonato Carioca – 1992/93/98
Copa Libertadores da América – 1998
Torneio Rio-São Paulo – 1999
Copa Mercosul – 2000
Campeonato Brasileiro – 1997/2000
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Após se destacar no Botafogo, Luisinho despertou o interesse dos dirigentes vascaínos para fechar o meio de campo do clube vascaíno. Chegou ao Vasco com 26 anos e jogou praticamente o restante da sua carreira toda no Vasco, com um breve tempo no Celta de Vigo e no Corinthians.
Luisinho participou de praticamente todos os títulos vascaínos conquistados na década de 90, com raça e liderança impressionantes conquistou muito carinho da torcida vascaína. Temido pelos atacantes, o volante não brincava em serviço. Muitas vezes violento, ele era o símbolo da força vascaína.
Hoje, Luisinho é empresário de jogadores, ele foi um dos maiores colecionadores de títulos com a camisa vascaína.
LUIZÃO
Nome:Luiz Carlos Bombanato Goulart Nascimento:14/11/1975 – Rubinéia/SP
Posição:Atacante Características: Finalização e Posicionamento Período:1998 a 1999
Principais Títulos:Campeonato Carioca –1998
Torneio Rio-São Paulo – 1999
Taça Libertadores da América – 1998
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Típico centroavante matador, posicionava-se bem na área, cabeceava com muita precisão e não perdia muito tempo com a bola nos pés antes de mandá-la para o fundo das redes.
No principal titulo da história do Vasco, foi o melhor jogador terminando como artilheiro do Vasco com sete gols. Formou ao lado de Donizete uma dupla sensacional que não deixou saudades de Evair e Edmundo no coração dos vascaínos. Juntos marcaram onze gols dos dezessete marcados pelo Vasco na competição.
Em 1999, foi dispensado do Vasco por conta de um desentendimento com a diretoria do clube.
M
MANECA
Nome:Manuel Marinho Alves Nascimento: 28/01/1926 – Porto da Barra/BA Falecimento: 28/06/1961
Posição: Meia Características: Técnica, Habilidade Período:1947 a 1955
Principais Títulos: Campeão Carioca – 1945/1947/1949/50
Campeonato Sul-Americano de 1948
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Maneca era um jogador fantástico. Tinha inúmeras habilidades como um talento espetacular para o drible, o passe e o lançamento milimétrico, mas a massa vascaína era apaixonada pelo Maneca por fazer inúmeros gols no Flamengo.
Em 1961 cometeu suicídio tomando veneno.
MARCELINHO CARIOCA
Nome:Marcelo Pereira Surcin
Nascimento:01/02/1971 – Rio de Janeiro/RJ
Apelido: Pé de Anjo
Posição: Meia
Características: Habilidade, Chute, Bola Parada e Passe
Período:2003 e 2004
Principal Título: Campeonato Carioca – 2003
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Ídolo máximo do Corinthians, Marcelinho Carioca estava jogando no Japão quando o Vasco foi repatriá-lo e contratou o principal jogador do titulo de Campeão Carioca de 2003. Na sua chegada, ao ser perguntado se comemoraria um gol contra o Flamengo, clube que o revelou, Marcelinho respondeu de primeira: "Comemorarei muito!". Foi a senha para o pé de anjo cair nos braços da torcida vascaína.
Com passes sensacionais de trivela, lançamentos milimétricos e uma inacreditável facilidade para cobranças de faltas e escanteios tornou-se ídolo da torcida vascaína. Saiu do Vasco após uma briga com Edmundo, seu companheiro de quarto, em 2004. No retorno viveu as voltas com lesões e praticamente não entrou em campo.
Posição: Lateral-Esquerdo Características: Técnica, Habilidade Período:1977 a 1978
Principais Títulos: Campeão Carioca – 1977
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Nos tempos de Fluminense chegou a ser comparado pela imprensa Carioca ao incomparável Nílton Santos, apesar de não ter se tornado um craque tão completo quanto a “Enciclopédia” teve uma carreira muito boa com 52 jogos disputados pela Seleção Brasileira.
Veio para o Vasco na negociação com o Fluminense que trouxe também para o Gigante da Colina o meio campo Zé Mário. Marco Antônio era um jogador que tinha preferência pela marcação, mas apoiava muito bem.
MAURO GALVÃO
Nome: Mauro Geraldo Galvão Apelido: Nascimento: 19/12/1961 - Porto Alegre/RS
Posição: Zagueiro Características: Raça, Técnica e Liderança Período: 1997 a 2000
Principais Títulos: Campeonato Carioca – 1998 Campeonato Brasileiro – 1997 e 2000 Torneio Rio-São Paulo – 1999 Copa Mercosul – 2000 Copa Libertadores da América - 1998
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Quando o Vasco se programou para vencer tudo no centenário, optou por contratar alguém experiente para orientar o time em campo, principalmente a defesa, àquela altura repleta de jovens valores. O “alguém” escolhido, dando sopa no mercado, foi ninguém menos do que Mauro Galvão. O maior zagueiro da sua geração.
O capitão, que havia pouco voltara do futebol europeu, tinha acabado de vencer o seu segundo Campeonato Brasileiro na carreira, em 1996, pelo Grêmio. Porém, quando o jogador fez 35 anos, o Grêmio, numa atitude impensada, o liberou, julgando que já houvesse dado tudo o que podia no esporte. Péssimo negócio para os gaúchos; excelente aquisição do Cruz-Maltino.
Aos 36 anos, Mauro Galvão chegou a São Januário sem pompas. Todavia, não queria encerrar a carreira, mas colecionar uma soma fantástica de títulos. Atingiu seu objetivo em pouco tempo. Ao liderar a equipe da Colina em gloriosos triunfos, como o Brasileiro de 1997, o Carioca de 1998 e a Taça Libertadores da América do mesmo ano, o craque até virou livro intitulado “Mauro capitão Galvão”
Com muita técnica e tranqüilidade, Mauro Galvão deu segurança a zaga do Vasco em um dos melhores períodos da história do clube. Fez sucesso e virou símbolo de experiência.
MAZZAROPI
Nome:Geraldo Pereira de Matos Filho Nascimento:27/01/1953 – Além Paraíba/MG
Posição:Goleiro Características:Agilidade e Posicionamento Período:1970 a 1978, 1980 a 1982 e 1983
Principais Títulos:Campeonato Brasileiro - 1974
Campeonato Carioca – 1977/82
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Mais um grande goleiro revelado pelo Vasco,ficou no banco para o inesquecível Andrada, até que ele saiu do clube e o Mazzaropi com muita competência assumiu a camisa um do Vasco.
Goleiro baixinho (1,80m) e muito ágil, sempre primou por uma ótima colocação debaixo da meta vascaína. Não deixou a torcida vascaína sentir saudades do legendário Andrada que deixou o Vasco em 1975.
Entre o final de 1977 e o início de 1978 conseguiu atingir a espetacular marca de 1816 minutos sem sofrer um gol, um recorde mundial que até hoje não foi igualado por nenhum goleiro. Carlos Germano e Acácio são outros goleiros vascaínos que aparecem na lista em 45º e 73º respectivamente.
MAZINHO
Nome: Iomar do Nascimento Nascimento: 08/04/1966 – João Pessoa/PB
Posição: Lateral, Meia Características: Drible, Cruzamento, Disposição e Versatilidade Período: 1986 a 1990
Principais Títulos: Campeonato Brasileiro – 1989 Campeonato Carioca – 1987/1988
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Ele demorou a encontrar sua posição no Vasco. Campeão pelos infantis, juvenis e juniores, era um coringa a serviço dos treinadores. Pelo clube chegou a atuar como volante, meia e até ponta-esquerda
Foi lançado na lateral esquerda por Joel Santana na Taça Guanabara de 1987, a mudança de posição é explicada pela excelência do meio-campo vascaíno e a do próprio Mazinho, que pelo seu talento não poderia ficar de fora do timaço de 87. Ambidestro, esguio e elegante com muito fôlego, técnica elevada, poder de marcação e facilidade para chutar de longe.
Brilhou no bicampeonato nacional do Vasco. Na decisão, pôs o ponteiro Mário Tilico, do São Paulo, no bolso. No dia seguinte, João Saldanha escrevia em sua coluna: "Há muito tempo manjo este cara. É o maior jogador brasileiro d'aquém e d'além-mar" No ano seguinte, continuou sendo destaque desfilando sua classe na lateral cruzmaltina até ser vendido para a Itália.
MIGUEL
Nome: Miguel Ferreira Pereira
Nascimento: 20/09/1949 – Rio de Janeiro/RJ
Posição: Zagueiro
Características: Técnica, Jogo aéreo
Período:1969 a 1975
Principais Títulos: Campeonato Carioca – 1970
Campeonato Brasileiro – 1974
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Miguel foi revelado pelo Olaria, chegando ao Vasco em 1969 para reforçar a zaga vascaína depois das saídas de Brito e Fontana.
Era um zagueiro técnico e com um jogo sério, não gostava de brincadeiras na área.
Em 1976, foi trocado por Abel, Marco Antonio e Zé Mario juntamente com a quantia de um milhão de dólares.
MOISÉS
Nome:Moisés Matias Andrade Nascimento: 30/01/1948 – Resende/RJ Falecimento: 26/08/2008 – Rio de Janeiro/RJ
Posição: Zagueiro Características: Raça Período:1968 a 1974
Principais Títulos: Campeonato Brasileiro - 1974
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Xerife da zaga vascaína por seis anos terminando com o título de Campeão Brasileiro de 1974 Chegava junto, pegava pesado com lances ríspidos. Moiséis criou a célebre frase “Beque que se preza não ganha o Belfort Duarte”. Apesar disso foram poucas as vezes que foi para o chuveiro mais cedo durante a carreira.
Convocado uma única vez para a Seleção Brasileira, na época era jogador do Vasco.
MOLA
Nome: Sebastião de Paiva Gomes
Nascimento: 18/11/1906 - Rio de Janeiro-RJ Falecimento: Desconhecido
Posição: Médio
Características: Elasticidade, Marcação e Roubada de bola Período: 1928 a 1937
Principais Títulos: Campeonato Carioca: 1929/34
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Mola foi descoberto por Adriano Rodrigues, diretor de futebol da época, em 1928 e no ano seguinte já era campeão carioca. Fez parte do primeiro grande time do Vasco, formando a linha média com Fausto e Tinoco.
Consagrou-se como marcador jogando contra os maiores atacantes do futebol carioca e tinha fama de grande ladrão de bola, roubava e passava para Fausto armar o contra-ataque.
Preferiu ficar como profissional do Vasco a ir para Copa de 34, torneio em que a CBD levou somente atletas amadores. Naquele mesmo ano se contundiu no joelho esquerdo em um jogo contra o Palmeiras. Após um longo período de recuperação, teve uma breve volta aos gramados antes de encerrar a carreira no começo de 1937.
N
NIGINHO
Nome: Leonídio Fantoni
Nascimento: 12/02/1912 – Belo Horizonte/MG
Falecimento: 05/09/1975 – Belo Horizonte/MG
Posição: Atacante
Características:
Período:1937 a 1939
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Era irmão de Orlando Fantoni que teve passagens no Vasco como jogador e como técnico de futebol. Niginho como era alto e forte fazia da raça sua principal característica, mas também era inteligente, habilidoso, craque.
Em 1937 foi o artilheiro do Vasco no Campeonato Carioca.
Enquanto jogador do Vasco foi convocado para a Copa do Mundo de 1938, jogaria a semi-final contra a Itália, mas os dirigentes italianos conseguiram vetar a sua escalação acusando o atleta de ser um desertor pelo episódio ocorrido em 1935 quando foi convocado pelo exército italiano por causa de sua ascendência italiana enquanto defendia a Lazio.
Mas Niginho disse não para o ditador Benito Mussolini. “Minha pátria é o Brasil”, revelou.
Posição: Lateral-Direito Características: Raça e Chute Período: 1977 a 1981 Principail Títulos: Campeonato Carioca – 1977
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Os vascaínos de coração guardam excelentes recordações do saudoso Orlando Lelé. Com lançamentos precisos, chutes potentes e temperamento explosivo, o lateral inscreveu seu nome em São Januário.
Revelado pelo Santos em 1971, Orlando jogou pelo Coritiba antes de se transferir para o Rio. Pelo América, despertou a cobiça do Cruz-Maltino. Em pouco tempo, estreava pelo Vasco.
No dia 3 de dezembro de 1976, enfrentava pela primeira vez o Flamengo. O adversário saltou na frente do placar mas, antes do intervalo, Orlando marcou seu primeiro gol pelo clube. No segundo tempo, o Vasco virou para 3 a 2.
Em 1977, Orlando atuou em todas as partidas do título carioca. Contra o Flamengo no jogo da taça, em setembro, após o empate sem gols, cobrou com perfeição seu pênalti na hora da decisão. Missão cumprida.
ORLANDO PEÇANHA
Nome: Orlando Peçanha de Carvalho Apelido: O Senhor do Futebol Nascimento: 20/09/1935 – Niterói/RJ Falecimento: 10/02/2010 – Rio de Janeiro/RJ
Posição: Zagueiro Características: Antecipação, Posicionamento e Raça Período: 1955 a 1961 e 1969 a 1970 Principais Títulos: Campeonato Carioca – 1956 e 1958 Torneio Rio-São Paulo - 1958
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Parceiro de Bellini na zaga do Vasco e da Seleção campeã mundial de 1958, fez história. Tinha ótima antecipação e uma marcação precisa.
Orlando Peçanha enfrentou os maiores atacantes de seu tempo. Mais que isso, duelou com eles. Por tal razão, ganhou o apelido de “O Senhor do Futebol”.
Revelado pelo Vasco, o beque se destacou formando dupla com Bellini. Marcador implacável, técnico e com impressionante timing de antecipação, posicionava-se como ninguém no miolo da zaga. Parecia onipresente em todos os setores da defesa.
Forte e determinado, sério e com excelente impulsão, Orlando disputou duas Copas do Mundo e retornou com a taça na primeira em 1958. Ficou de fora da convocação para a Copa de 62 por estar jogando na Argentina pelo Boca Juniors e na época era raríssimo um jogador que não estivesse atuando em terras tupiniquins ser convocado.
Ao sair do clube, foi ídolo do Boca Juniors e do poderoso Santos. Mas voltou a São Januário para encerrar a vitoriosa carreira com a camisa de seu time. Logo em seguida, como auxiliar de Tim, venceu o Campeonato Carioca de 1970.
P
PASCOAL
Nome: Pascoal Silva Cinelli Apelido: Trem de Luxo Nascimento: 24/05/1900 - Rio de Janeiro/RJ Falecimento: Desconhecido
Posição: Atacante Características: Chute e Velocidade Período: 1922 a 1932
Principais Títulos: Campeonato Carioca - 1923/24/29 Campeonato Carioca (Segunda Divisão) - 1922
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O grande “Trem de Luxo”, símbolo e ídolo dos primeiros anos do futebol vascaíno, foi importante para a ascensão vascaína. Seu apelido foi conquistado graças a grande habilidade para escapar dos marcadores e a velocidade com que conduzia a bola.
Descoberto nas peladas do Cais do Porto, Pascoal chegou ao Vasco ainda na segunda divisão, sendo escalado por Ramon Platero na ponta-direita. Teve atuação brilhante já no seu jogo de estréia em 22, quando marcou o gol da vitória no jogo Vasco 1 x 0 Seleção da Marinha. Foi novamente campeão no ano seguinte, sendo artilheiro do time.
Jogou até 32, quando se aposentou e foi trabalhar no comércio por intermédio de Adriano Santos, que arrumava emprego para os jogadores do clube. Seu amor pelo Vasco era tão grande que continuou freqüentando São Januário até o fim de sua vida.
PAULINHO ALMEIDA
Nome:Paulo de Almeida Ribeiro Nascimento: 15/04/1932 – Porto Alegre/RS
Posição: Lateral-Direito Características: Raça Período:1954 a 1964
Principais Títulos: Campeão Carioca – 1956 e 1958
Torneio Rio-São Paulo – 1958
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Comprado pelo Vasco por uma graúda quantia para a época (800 mil cruzeiros) justificou o investimento do clube cruzmaltino com dez anos de serviços muito bem prestados ao time.
Seus dentes lhe renderam o apelido de “Capitão Piranha”, mas o que assustava mesmo o adversário era o seu incrível domínio de bola e a liderança natural que exercia sobre os companheiros.
PEDRINHO
Nome:Pedro Paulo de Oliveira
Apelido: Animalzinho
Nascimento:29/06/1977 – Rio de Janeiro/RJ
Posição: Meia
Características:Habilidade e Velocidade
Período:1996 a 2001 e 2008
Principais Títulos: Campeonato Carioca – 1998
Campeonato Brasileiro – 1997 e 2000
Torneio Rio-São Paulo – 1999
Copa Mercosul – 2000
Copa Libertadores da América – 1998
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Pode-se dizer que boa parte de sua vida Pedrinho passou no Vasco. Iniciou a sua carreira com seis anos de idade no futsal, depois fez um teste no campo onde passou por todas as categorias de futebol do clube.
Começou a ganhar espaço no time em 1997, quando foi importante na campanha do título brasileiro ao lado de jogadores como Ramón e Juninho Pernambucano. Na campanha vitoriosa da Libertadores da América de 1998, foi peça fundamental nas quartas-de-final quando marcou dois gols no Grêmio.
Em agosto de 1998, aos 21 anos, atravessava a melhor fase da sua carreira: campeão da Libertadores pelo Vasco e convocado para a Seleção, mas em um jogo contra o Cruzeiro, pelo Brasileiro, Pedrinho rompeu o ligamento do joelho direito, além de sofrer outras fraturas na perna. Só voltou aos gramados em 1999. Enquanto se preparava para retornar, acabou sofrendo a mesma lesão em um amistoso contra o Volta Redonda. O retorno definitivo aconteceu apenas em fevereiro de 2000.
Pouco depois de retornar aos gramados, Pedrinho se envolveu em uma polêmica com o Flamengo, na final da Taça Guanabara mandou a torcida adversária se calar enquanto comemorava o seu gol, o quinto do Vasco na goleada de 5 x 1. Logo depois, recebeu uma bola na lateral e começou a fazer embaixadas com ela, alguns jogadores do Flamengo vieram pra cima dele e começou uma confusão generalizada no gramado. Depois Pedrinho justificou-se dizendo que no ano anterior teve que ouvir calado os gritos de “bichado”.
No ínicio do Campeonato Brasileiro de 2001, foi negociado com o Palmeiras.
Retornou ao Vasco em 2008, quando não foi bem aproveitado pelo técnico Renato Gaúcho. Ao final do trágico último jogo, um Pedrinho desconsolado chorou como grande parte dos vascaínos naquele momento de grande tristeza.
Posição: Meia Características: Habilidade, Passe e Técnica Período: 2002 a 2003 e 2004
Principais Títulos: Campeonato Carioca – 2003
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Quis o destino e o dinheiro que Petkovic que um ano antes fora carrasco do Vasco, viesse parar no clube da Colina. Chegou para disputar o Campeonato Brasileiro de 2002 e não conseguiu conduzir o Vasco a uma boa posição na tabela. Mas no ano seguinte com os reforços de Marcelinho Carioca e Marques e com jovens valores como Fábio, Souza e Léo Lima ninguém parou o Vasco e a equipe conquistou o Campeonato Carioca. Quis o destino e o dinheiro que o Sérvio fosse embora do Vasco, com uma proposta de mais de R$ 10 milhões de reais pouco tempo depois de o Vasco ter ganhado o primeiro turno.
PINGA
Nome: José Lázaro Robles
Apelido: Pinga Fogo
Nascimento: 11/02/1924 – São Paulo/SP
Falecimento: 08//05/1996 – Campinas/SP
Posição: Ponta
Características: Habilidade, Finalização
Período:1952 a 1961
Principais Títulos: Campeonato Carioca – 1956/58
Torneio Rio-São Paulo – 1958
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Defendeu o Vasco por rápidos dez anos, pelo menos é assim que o torcedor vascaíno que o viu em campo deve ter pensado quando ele foi se aposentar no Juventus de São Paulo. Com uma velocidade impressionante e extrema visão de gol, o matador Pinga rapidamente conquistou os corações vascaínos.
Só em Campeonatos Cariocas, o artilheiro Pinga marcou mais de cem gols com a camisa vascaína. No total, Pinga marcou 232 gols com a camisa vascaína, na época ficou atrás apenas de Ademir Menezes, hoje ainda é o quarto maior artilheiro do Vasco em todos os tempos.
Posição:Meia Características:Passe e habilidade Período:1996-2000, 2002 e 2006
Principais Títulos: Campeonato Brasileiro – 1997
Campeonato Carioca – 1998
Copa Libertadores da América – 1998
Torneio Rio-São Paulo - 1999
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Ramon e o Vasco, sempre um caso de idas e vindas, a cada retorno parecia que o baixinho de 1,70m tinha melhorado ainda mais seu futebol técnico. Ramon ia, mas sempre voltava e reencontrava seu ótimo futebol e mesmo quando o Vasco ia mal das pernas ainda assim ele conseguia se destacar como em 2002.
Contratado em 1996, foi uma das engrenagens da equipe que dominou o cenário nacional entre 1997 e 2000. Fazia muito bem a ligação entre o meio de campo e o ataque e cobrava faltas com perfeição.
Retornou ao Vasco em 2002 e marcou 15 gols em 17 jogos, sendo essencial na irregular campanha vascaína e conquistando a Bola de Prata da revista Placar.
REI
Nome: José Fontana
Nascimento: 19/03/1912 – Curitiba/PR
Falecimento: 03//04/1986 – Curitiba/PR
Posição: Goleiro
Características:
Período:1933 a 1936
Principais Títulos: Campeonato Carioca – 1934/36
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Quando Jaguaré ficou na Europa depois de uma excursão do time vascaíno, o time se viu órfão do grande goleiro. Para solucionar esse problema, o Vasco contratou o grande goleiro do Coritiba, Rei.
Chegou ao Vasco apavorando e conquistou dois títulos cariocas, além de ter alcançado a Seleção Brasileira enquanto era goleiro do clube. Sua fama de galã era justificada, sempre muito bem vestido, freqüentava reuniões sociais no Rio de Janeiro e teve diversas namoradas, tendo o relacionamento mais famoso com a cantora Aracy de Almeida.
RICARDO ROCHA
Nome: Ricardo Roberto Barreto da Rocha
Nascimento: 11/09/1962 – Recife/PE
Posição: Zagueiro
Características: Liderança, Tranquilidade e Segurança
Período:1994 a 1995
Principais Títulos: Campeonato Carioca – 1994
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A contratação de Ricardo Rocha simbolizou o início do projeto vascaíno para um título inédito. O Vasco tinha em sua história a conquista de quatro bicampeonatos estaduais, mas nenhum tricampeonato. A contratação do zagueiro colocava o clube como o favorito para a conquista do terceiro título, um sonho possível para todo torcedor vascaíno.
“O Vasco é um grande clube, um dos melhores do Brasil, então a gente optou pelo Vasco, conversamos com o Eurico... estou bastante feliz, contente, começamos um novo ciclo vindo jogar no Rio de Janeiro e a felicidade é muito grande”. Com essas palavras, Ricardo Rocha foi apresentado pelo Vasco em um lugar inusitado, ao lado do busto do Almirante Vasco da Gama, na entrada das cadeiras sociais. Ricardo Rocha chegou aclamado por torcedores e porque não dizer por repórteres, afinal, fazia tempo que o Rio não recebia um craque de Seleção Brasileira. Ricardo posou com a camisa no peito e atendeu gentilmente as centenas de torcedores entusiasmados com a nova aquisição cruzmaltina.
Na apresentação, o presidente Calçada lembrou um fato curioso: “O Brasil nunca ganhou uma Copa do Mundo sem um jogador do Vasco”. Sábias palavras. Ricardo Rocha foi convocado para a competição que ocorrera nos Estados Unidos e conquistou o tetracampeonato com a Seleção Brasileira. Seria titular durante toda a campanha, se não fosse uma contusão durante a preparação. Seu espírito de liderança foi capaz de mantê-lo no grupo mesmo machucado, fazendo com que o técnico Carlos Alberto Parreira não convocasse outro zagueiro para o seu lugar.
No Campeonato Carioca, Ricardo também exerceu a sua liderança dentro do elenco, capaz até mesmo de superar a morte do atacante Denner. Se não fosse a derrota para o Flamengo, na partida seguinte ao falecimento do atleta, o Vasco conquistaria o tri de forma invicta. O zagueiro manteve a expectativa criada desde sua contratação e caiu nas graças da torcida, formando uma dupla tranqüila e serena com Alexandre Torres. Nada mais natural do que Ricardo Rocha ser o capitão da equipe e ter o prazer e a honra de levantar um título mais que inédito em nossa história.
Ricardo Rocha acabou saindo em 1995, ficando apenas duas temporadas no Vasco. Mesmo sendo pouco o período, ele foi incluído pela Revista Placar no melhor time vascaíno de todos os tempos ao lado do lendário Bellini na dupla de zaga.
ROBERTO DINAMITE
Nome: Carlos Roberto de Oliveira Nascimento: 13/04/1954 - Duque de Caxias/RJ
Posição: Atacante Características: Chute, Raça e Passe Período: 1971 a 1980, 1980 a 1989, 1990 a 1991 e 1992
Principais Títulos: Campeonato Carioca – 1977 – 1982 – 1987/88 - 1992 Campeonato Brasileiro – 1974
Artilharia: Campeonato Carioca 1978/81 e 1985 Campeonato Brasileiro 1974 e 1984 _________________________________________
Ao chegar ao Vasco, o craque Tostão ficou de queixo caído com a maior promessa dos juvenis. Também Ademir Menezes, até então o maior artilheiro do clube, anteviu em Roberto a valentia e a força que sempre usou em campo a favor do time. Nenhum dos dois se equivocou nas previsões. Maior ídolo do clube, Roberto Dinamite é um patrimônio histórico cruz-maltino.
Maracanã, 25 de novembro de 1971, primeiro Campeonato Brasileiro da história. Em campo, Vasco x Internacional. Um juvenil chamado Roberto entra no lugar de Gílson no ataque vascaíno. Na primeira bola que recebe, ele dribla três marcadores e solta um petardo de perna direita. A bola segue como um foguete e estufa as redes. Golaço! No dia seguinte, o jornalista Aparício Pires escreveu no Jornal dos Sports: “Garoto-dinamite explode no Maracanã”. Assim nasceu Roberto Dinamite, o maior artilheiro da história de São Januário, do Campeonato Carioca, do Campeonato Brasileiro e do clássico Vasco x Flamengo.
O garoto continuou entre os juvenis e só ingressou definitivamente no time profissional dois anos depois. Talvez porque desconfiassem do garoto grandalhão que, apesar do faro de gol impressionante, vivia matando bola na canela.
Com o tempo ganhou técnica e um espaço enorme no coração do vascaíno. Espaço maior do que outros grandes atacantes do clube, como Ademir Menezes (mais técnico do que ele), Romário (mais infalível) e Edmundo (mais habilidoso)
Roberto conquistou respeito fazendo gols, é certo, mas também com trabalho duro. Dava sempre o máximo em cada jogo, pois sabia perfeitamente que não era nenhum craque e que os críticos não lhe dariam trégua a cada vacilo.
Recordista de gols na história do Campeonato Brasileiro, marcou 190 em 326 jogos. Pelo Vasco, foram 617 em 1022 partidas.
Cheirando gol, chutava de longe com maestria, cabeceava de forma perfeita, era terrível no corpo-a-corpo com os zagueiros e um rei nas bolas paradas. Muitas vezes parecia um termômetro da equipe: quando estava bem, o Vasco vencia; quando mal o time sentia.
Com essa receita, os gols foram brotando – seguidos sempre por aquele sorriso cheio de dentes que fazia o torcedor vascaíno chorar de tanta alegria. Mas Roberto muitas vezes também foi um homem triste. Ficou triste quando, emprestado à Portuguesa em 1989, teve que enfrentar o seu Vasco querido (jogou mal e não fez gol). Dois anos depois sofreu mais uma vez ao ganhar passe livre e não ver o Vasco se esforçar para impedi-lo de ir para o Campo Grande. Mas nenhum sofrimento foi igual à da perda da mulher Jurema, que não resistiu à espera na fila por um transplante de rim de 1984.
Pelos percalços que enfrentou durante a vida, ele pode ser chamado de o “ídolo triste”. Irônico falar assim de um homem que fez tantas vezes a massa vascaína sorrir, que jogava literalmente por amor à camisa.
Mas para cada tristeza, Roberto deu centenas de alegrias ao torcedor. Porque jogou com muito amor à camisa nos 20 anos que defendeu o Vasco; porque virou jogos que pareciam perdidos; porque metia medo no Flamengo num tempo em que o Flamengo metia medo em todo mundo. E porque estrear ao lado de Tostão e encerrar a carreira com Edmundo (sem contar Bebeto, Cláudio Adão, Jorge Mendonça, Romário) não é pra qualquer um.
Levou alguns anos para que ele convencesse a torcida do Vasco. Pensando bem, ele nunca convenceu – dele, todos os vascaínos sempre queriam mais, daí os incontáveis episódios em que Roberto ficou magoado. Maior prova de amor impossível. Quando ele parou, após mais de 20 anos de clube, grande parte dos torcedores vivos nunca tinha visto o Vasco sem Roberto – à parte os breves e irreais interregnos no Barcelona, Portuguesa e Campo Grande. Era verdade, o Vasco ia ter que aprender a viver sem o ídolo. Ou não? Hoje, quando o presidente Carlos Roberto Dinamite de Oliveira entra em São Januário para ver o Vasco jogar, tímido como sempre, o mundo entra nos eixos, tudo volta ao lugar, a partida pode começar. E se ele pedir a 10, é dele.
ROMÁRIO
Nome: Romário de Souza Farias Filho Apelido: Baixinho Nascimento: 29/01/1966 - Rio de Janeiro/RJ
Posição: Centroavante Características: Chute, Habilidade, Drible e Passe Período: 1985 a 1988, 2000 a 2001, 2004 e 2006
Principais Títulos: Campeonato Carioca - 1987/88 Campeonato Brasileiro - 2000 Copa Mercosul - 2000
Artilharia: Campeonato Carioca: 1986/87 - 2000 - 2005 Torneio Rio-São Paulo: 2000 Campeonato Brasileiro: 2000/01 e 2005 Copa Mercosul: 2000 Mundial de Clubes da FIFA: 2000
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Romário é o maior centroavante do futebol mundial de todos os tempos. Uma vez perguntaram à Tostão se Romário teria uma vaga de titular entre as feras que conquistaram a Copa de 1970. Tostão devolveu de primeira: “Eu dava a minha pra ele”
Marrento, indisciplinado, mulherengo, folgado, fujão de concentrações. Ok, ele foi tudo isso. Mas também era um artista, um gênio. Como um Van Gogh do futebol pintou momentos inesquecíveis. Divertiu a platéia com dribles impossíveis, arrancadas fulminantes, subidas para cabecear que lhe transformavam num gigante e gols dos mais lindos.
Garoto pobre da Vila da Penha, subúrbio carioca, Romário surgiu no Vasco em 1985 para fazer dupla de ataque com Roberto Dinamite, um monstro sagrado em São Januário.
Marcou 326 gols com a camisa do Vasco, foi artilheiro absoluto em dez campeonatos e o último desses com 39 anos, foram 22 gols marcados no Campeonato Brasileiro de 2005.
Em 2007, em uma partida contra o Sport-PE marcou o milésimo gol da sua carreira em São Januário pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro.
Definitivamente, ele e a bola nasceram um para o outro. Ele e o gol são eternos amantes. A ele, Romário, o futebol agradece pelo fato do jogador ter simplesmente existido.
RUSSINHO
Nome: Moacyr Siqueira de Queirós Apelido: "Demônio Louro" Nascimento: 18/12/1902 - Rio de Janeiro/RJ Falecimento: 18/04/1992
Posição:Atacante Características:Finalização, Habilidade e Velocidade Período:1924 a 1934
Principais Títulos:Campeonato Carioca - 1924/29/34
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Russinho começou a se destacar com 20 anos, jogando pelo Andaraí. Posteriormente foi contratado pelo Vasco para disputar o Campeonato Carioca de 1924, e já estreou conquistando o título.
Ele foi o primeiro homem-gol do Vasco, na decisão do Carioca de 1929 o artilheiro fez três dos cinco gols da vitória do Vasco sobre o América. Mas o atacante gostava mesmo é de marcar gols em cima do Flamengo. Marcou 14 gols em 17 jogos, sendo quatro na homérica surra de 7 x 0, a maior da história, que o rival levou em São Januário
No mesmo ano foi o artilheiro do Campeonato e repetiu o feito em 1931. Em 1930, Russinho disputou a Copa do Mundo no Uruguai e foi eleito o melhor jogador do Rio em um concurso promovido pela fábrica de cigarros “Veado”. Inspirado nesse concurso, Noel Rosa citou Russinho na canção “Quem dá mais”, onde o compositor brinca com o prêmio oferecido ao jogador, um carro da marca Chrysler, e a ascendência portuguesa do Vasco.
S
SABARÁ
Nome: Onofre Anacleto de Souza Nascimento: 18/06/1931 - Atibaia/SP Falecimento: 08/10/1997 - Rio de Janeiro/RJ
Posição: Ponta-Direita Características: Habilidade, Velocidade, Chute e Raça Período: 1952 a 1964 Jogos: 576 Principais Títulos: Campeonato Carioca - 1952/56/58 Octogonal Rivadavia Corrêa Meyer - 1953 Torneio de Paris - 1957 Tereza Herrera - 1957 Torneio Rio – São Paulo - 1958
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Sabará era um ponta-direita diferenciado, habilidoso e muito veloz. Sua versatilidade era primordial para a equipe, dependendo da necessidade ele sempre recuava para ajudar a defesa cruzmaltina.
Logo conquistou a torcida com sua raça, se tornando um ícone do futebol brasileiro. Isso refletiu nos jovens jogadores negros que eram chamados de Sabará ao de destacarem. Em 1953 se tornou efetivo no time principal com a renovação do Expresso da Vitória.
Em um jogo Vasco x Botafogo, Sabará foi protagonista de um lance belíssimo. O gênio Nilson Santos, com raiva de Sabará e a poucos metros deste, chutou a bola com muita violência para acertá-lo, Sabará então com extrema habilidade a matou no peito e colocou no fundo da rede.
Jogando até 1964, é o segundo jogador que mais vestiu a camisa do Vasco, sendo superado somente em 1979 por Roberto Dinamite.
SILVA
Nome: Valter Machado da Silva Apelido: Batuta
Nascimento: 02/01/1940 - Ribeirão Preto/SP
Posição: Atacante Características: Chute, Habilidade e Raça Período: 1970 a 1972
Principal Título: Campeonato Carioca – 1970
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Ídolo de diversos clubes, Silva chegou ao Vasco com uma missão: acabar com o jejum de 12 anos sem títulos do Clube da Colina. E Silva veio, viu e venceu o Estadual de 1970. Mais experiente, o Batuta agora não era só o artilheiro que sempre foi, ele distribuía as jogadas e cadenciava o jogo. Foi o cérebro da conquista.
Foram poucos os anos que Silva vestiu a camisa vascaína, mas sua disposição nos jogos e o título que acabou com a agonia da torcida, foram o suficiente para transformá-lo em um ídolo de São Januário.
Posição: Atacante Características: Oportunismo e Raça Período: 1988 a 1992 e 1997 a 1998
Gols: 88
Principais Títulos: Campeonato Carioca – 1988/98
Campeonato Brasileiro – 1989/97
Copa Libertadores da América – 1998
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Mais uma cria das divisões de base do Vasco, virou herói da torcida cruzmaltina depois de fazer gols importantes na reta final do Campeonato Brasileiro de 1989 e principalmente depois de marcar de cabeça o gol da vitória de 1 x 0 sobre o São Paulo, que valeu a conquista do título.
No total, marcou 88 gols com a camisa do Vasco. Durante toda sua carreira o seu ponto forte foram as cabeçadas. Sorato é vascaíno declarado.
T
TESOURINHA
Nome: Osmar Fortes Barcellos
Nascimento: 03/12/1921 – Porto Alegre/RS
Falecimento: 17/06/1979 – Porto Alegre/RS
Posição: Ponta
Características: Drible e Chute
Período:1949 a 1952
Principal Título: Campeonato Carioca – 1950
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O Vasco o contratou por 300 contos de réis com o rótulo de melhor ponta-direita da América do Sul, depois de ser campeão e ter marcado sete gols no Campeonato Sul-Americano de Seleções.
Tesourinha não decepcionou a torcida vascaína e foi mais um jogador genial que fez parte do legendário Expresso da Vitória.
TITA
Nome:Milton Queiróz da Paixão Nascimento:01/04/1958 – Rio de Janeiro/RJ
Posição:Meia Características:Raça e Técnica Período:1986 a 1987 e 1989
Principais Títulos:Campeonato Brasileiro – 1989
Campeonato Carioca – 1987
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Era um peão dentro de campo, ia de um lado para o outro com extrema facilidade. No seu segundo ano de Vasco marcou o gol que ainda mora na memória dos vascaínos, dando o título carioca de 87 em cima do Flamengo.
O Vasco o repatriou da Itália já com 32 anos para partir para a conquista do bicampeonato brasileiro em 1989, depois de fazer um ótimo campeonato foi convocado por Sebastião Lazaroni para a sua única Copa do Mundo em 1990.
TOSTÃO
Nome: Eduardo Gonçalves de Andrade Nascimento: 25/01/1947 – Belo Horizonte/MG
Posição: Ponta-de-Lança Características: Habilidade, Velocidade e Drible Período: 1972 a 1973
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Quando o Cruzeiro começou um leilão para vender o Tostão, poucos apostavam que o Vasco levaria o jogador. Tostão preferia abertamente ir para o Fluminense e recebeu com surpresa o resultado. Em um lance ousado o Vasco pagou 3,5 milhões de cruzeiros, de longe o maior valor pago por um jogador de futebol na época. Foi montada a maior recepção para um jogador de futebol e Tostão não resistiu à apoteótica recepção: “Isto é uma loucura. O Vasco é o último clube da minha vida. Não sairei mais daqui”.
Habilidoso, rápido, goleador e inteligente, deslocava-se no ataque abrindo espaços nas defesas adversárias, proporcionando situações de gols para os seus companheiros.
Infelizmente, jogou pouco tempo no Vasco por causa do agravamento do descolamento da retina, lesão que teve ao levar uma bolada quando defendia o Cruzeiro. Foi um gênio da bola.
V
VALDIR
Nome:Valdir de Moraes Filho
Apelido: Valdir Bigode
Nascimento:15/03/1972 – Rio de Janeiro/RJ
Posição: Atacante
Características:Finalização Período:1992 a 1995 e 2003 a 2004
Principais Títulos: Campeonato Carioca: 1992/93/94/03
Artilharia: Campeonato Carioca: 1993 e 2003
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Valdir sempre foi reconhecido pelo seu famoso bigode, cultivado desde os 17 anos. Surgiu na base conquistando a Taça São Paulo de Futebol Júnior, mantendo a tradição do clube de sempre revelar grandes goleadores do futebol brasileiro.
Era rápido, deslocava-se pelo campo inteiro e sempre teve uma rara habilidade para fazer gols de todas as formas. Seu começo foi arrasador no time profissional conquistando o tricampeonato carioca para o Vasco, sendo peça fundamental na conquista de 1993 e 1994. Competições nas quais terminou como artilheiro máximo.
Depois de entrar em litígio com o Atlético-MG e ficar desempregado, o Vasco o acolheu em 2002 e ao lado de Ramón marcou gols importantíssimos em um péssimo Campeonato Brasileiro cruzmaltino.
Em 2003 conquistou o último título da sua carreira pelo clube, participou de quase todos os jogos e infelizmente ficou fora das finais por conta de uma lesão muscular, mesmo assim mais uma vez foi artilheiro do campeonato com 14 gols marcados.
No total, Valdir vestiu por 267 vezes a camisa vascaína e marcou 135 gols, com esses números é nono maior artilheiro da história do Vasco.
VAVÁ
Nome: Edwaldo Izídio Netto Apelido: Leão do Norte e Peito de Aço Nascimento: 12/11/1934 – Recife/PE Falecimento: 19/01/2002 – Rio de Janeiro/RJ
Posição: Atacante Características: Raça e Habilidade Período: 1951 a 1958
Principais Títulos: Campeonato Carioca – 1956 e 1958 Torneio Rio-São Paulo – 1958
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Atacante extremamente oportunista, valente e raçudo.
Chegou ao Vasco para atuar nos Juvenis. Jogava na meia-esquerda, municiando os atacantes. Nessa época jogou na Seleção Brasileira de amadores que participou das olimpíadas de Helsinque, passando depois a jogar como centroavante.
Quando foi campeão Mundial em 1958, pelo ímpeto e valentia como atuava, foi considerado pela crônica apenas como um jogador valente e de poucos recursos técnicos, o que não era verdade.
Jogador técnico que, deslocado para uma posição que requeria valentia ao enfrentar as chuteiras dos zagueiros adversários, tinha que mostrar muita garra. Mesclava essas qualidades tão bem a ponto de ser cobiçado pelo futebol europeu, o que era raro na época.
Foi mais um entre os muitos nordestinos que chegaram ao Vasco e alcançaram a fama.
VIOLA
Nome:Paulo Sérgio Rosa Nascimento:01/01/1969 – São Paulo/SP
Posição:Atacante Características: Finalização e Raça Período:1999 a 2001
Principais Títulos:Campeonato Brasileiro –2000
Copa Mercosul – 2000
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Viola foi contratado pelo Vasco em 1999, após o ótimo campeonato brasileiro que disputou no ano anterior pelo Santos, quando terminou como artilheiro. Mesmo assim, por diversas vezes foi um reserva de luxo no super-time que o Vasco montou no final da década de 90.
Marcou gols importantes na primeira partida da Mercosul e incendiou o segundo tempo da inesquecível decisão contra o Palmeiras. Ele foi o responsável pela jogada do quarto e último gol do Vasco.
Sempre recebeu muito carinho da torcida vascaína pela sua personalidade, em 2008 quando retornou a São Januário jogando pelo Duque de Caxias foi às lágrimas quando a torcida entoou o seu nome, certamente se lembrando do cântico que a massa vascaína entoava nos seus tempos de Colina: “Gol toda Hora, é o Viola!”.
W
WÁLTER MARCIANO
Nome:Walter Marciano de Queiroz
Nascimento: 15/09/1931 – São Paulo/SP
Falecimento: 21/06/1961 – Valencia/ESP
Posição: Ponta
Características: Habilidade e Velocidade
Período:1954 a 1956
Principais Títulos: Campeonato Carioca – 1956
Troféu Teresa Herrera - 1957
Torneio de Paris - 1957
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Marciano começava a se destacar no Santos quando foi contratado pelo Vasco, aqui ele projetou-se no cenário mundial. Técnico e inteligente sabia armar as jogadas e chegava à área com rapidez para as conclusões. Foi o destaque absoluto do Vasco no Carioca de 1956.
Depois de uma vitória por 4 x 3 contra o Real Madrid, Wálter Marciano despertou o interesse dos clubes espanhóis e o Valencia o contratou. Cinco anos depois um trágico acidente na Espanha encerrou a carreira do ídolo vascaíno.
Z
ZANATA
Nome:Carlos Alberto Zanata Amato Nascimento:06/09/1950 – São José do Rio Pardo/SP
Posição:Volante Características:Habilidade Período:1973 a 1978
Principais Títulos:Campeonato Brasileiro – 1974
Campeonato Carioca – 1977
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Após se destacar no Flamengo foi contratado pelo Vasco para fazer parte do primeiro time do Rio campeão brasileiro. Formou uma ótima parceria com Roberto Dinamite e dava consistência ao meio-campo vascaíno.
Era um volante diferente, tinha um futebol extremamente técnico, clareza na armação de jogadas e uma vocação ofensiva, além de ser muito habilidoso.
Responsável por marcar o segundo gol do Vasco no empate contra o Internacional que deixou o clube empatado com o Cruzeiro no quadrangular final do campeonato.