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| Não perdia nada sobre o Vasco - Por Fátima Bernardes |
| Não perdia nada sobre o Vasco - Por Fátima Bernardes |
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Eu sou vascaína...Porque o meu pai é. Porque aprendi com ele a gostar de futebol, a ouvir os jogos de domingo à tarde, pelo radinho de pilha, sentada no portão do prédio onde eu morava. E eu fui uma aprendiz de torcedora tão eficiente, tão convincente, que ajudei meu pai a corrigir uma falha imperdoável prá família: minha irmã mais nova era botafoguense. Mas cansada das derrotas, ela virou a casaca e entrou para o time da cruz de malta. Compreensível a mudança da menina. Quando isso aconteceu, estávamos em 1974. O Vasco era campeão. A charanga vascaína empolgava o Maracanã e nós tínhamos um ídolo que encantava a torcida: Roberto Dinamite. Eu não perdia as resenhas esportivas das rádios Tupi, Globo e Nacional, o tape dos jogos e a leitura do caderno de esportes no dia seguinte. Mas como vascaína, confesso um grave defeito. Fui poucas vezes ao estádio e, pior ainda, nunca vi o Vasco ser campeão no Maracanã. Pelo ritmo do atual campeonato, acho que não vai ser difícil reparar esse erro. O tri tá logo ali. E, depois dele, é só torcer prá que aqueles vascaínos e ex-vascaínos que estão na seleção do Parreira ajudem o Brasil a conquistar enfim o tão esperado tetra. Esse eu não vou perder...
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