| O PRETO E BRANCO DA BANDEIRA |

A tradicional explicação para as cores e formato da bandeira vascaína - o preto que representa os mares desconhecidos e a faixa branca que assinala o caminho descoberto pelo Almirante Vasco da Gama - só foi dada muitos anos após a fundação do clube e é de autoria do Professor Castro Filho, brilhante orador e escritor, eleito presidente em 1944.
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| TÊNIS EM SÃO JANUÁRIO |

Não foi o futebol o primeiro esporte a ser praticado em São Januário, e sim o tênis cujas duas primeiras quadras ficaram prontas antes do campo. Ali, em meio a gigantesca obra, os sócios-tenistas vascaínos disputaram animadas partidas antes do estádio ser inaugurado.
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| VASCO OLÍMPICO |

Não há clube brasileiro com mais medalhas olímpicas que o Vasco. São 6 medalhas de ouro, 16 de prata e 10 de bronze. Se formos comparar com nosso maior rival carioca é até covardia: nunca tal clube ganhou uma singela medalha de ouro.
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| MEDALHAS MILAGROSAS |

O culto a Nossa Senhora das Vitórias se iniciou no Vasco em 1923, quando um devoto desta, o presidente Antônio da Silva Campos, ofereceu aos jogadores medalhas milagrosas da santa, que passaram a ser usadas nos jogos. Com as vitórias e o campeonato de 23, Nossa Senhora das Vitórias foi alçada ao posto de padroeira do clube e sua capela construída em 1955.
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| MASTRO |

O mastro que atualmente se encontra atrás do placar eletrônico de São Januário pertenceu ao Cruzador-Torpedeiro Tymbira e foi doado ao clube pelo Ministro Alexandrino de Alencar. Nesse mastro histórico foi içada a Bandeira Nacional nas grandes atividades cívicas que aconteceram no nosso estádio. Também ali o antigo placar era fixado.
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| REMADORES FORA DA LEI |

Oficialmente o futebol do Vasco só nasceu em 1915, mas mesmo antes disso seus remadores se divertiam jogando peladas na Rua da Misericórdia, em frente a sede de Santa Luzia, ou em terrenos próximos ao barracão dos barcos.
Porém tal fato não era bem visto pelas autoridades da cidade e Joaquim Carneiro Dias, o diretor de remo, teve que encerrar o divertimento dos remadores devido a um "pedido" do delegado da região.
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| PRIMEIRO CAMPO OFICIAL |

O primeiro campo oficial do Vasco, inscrito pelo clube para a disputa da terceira divisão de 1916, foi o do Botafogo, em General Severiano. Lá o Vasco mandou seus jogos na competição, inclusive sendo palco do primeiro jogo oficial do Vasco.
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| MAIOR BAR DO CONTINENTE |

Que São Januário quando foi construído era o maior estádio da América do Sul, todo vascaíno bem informado sabe. O curioso é que o bar e restaurante de São Januário também era notável e considerado na década de 40 o maior do gênero no continente, com capacidade para 500 pessoas sentadas e servindo 2000 refeições diárias, além de possuir um depósito para 3.600 garrafas.
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| BARCOS DE REMO COM NOMES DE PRESIDENTES |
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Batizar barcos com nomes de presidentes do Vasco, como os atuais "Eurico Miranda" e "Antônio Soares Calçada" e "João da Silva" é uma tradição do remo vascaíno. No passado deram nome a barcos os presidentes Ciro Aranha, Marcílio Dias, Alberto Carvalho e Silva, Vítor de Moraes, dentre outros.

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| PRIMEIROS TROFÉUS |

Os primeiros troféus conquistados pelo Vasco foram as taças Jardim Botânico e Sul América, ganhas em provas clássicas do remo, em 1904.
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| ONDE TUDO COMEÇOU |

O prédio da Sociedade Dramática Filhos de Talma, local em que o Vasco foi fundado, existe até hoje no bairro da Gamboa, zona portuária do Rio de Janeiro. Além da fundação, foi lá que o Conselho Deliberativo do clube realizou sua sessão solene em homenagem ao aniversário de 60 anos do Vasco, evento comemorado com uma placa oferecida pelo Vasco a sua "maternidade".
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| BASQUETE E BOXE NO GRAMADO |

Durante décadas o gramado de São Januário contou com uma quadra de basquete localizada atrás do gol da ferradura. Nessa quadra também era montado, ocasionalmente, um ringue de boxe, esporte que o Vasco dominou no Rio de Janeiro entre as décadas de 50 e 60.
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| À LA BARBOSA |

Após a conquista do Sul-Americano de 1948 pelo Vasco, o goleiro Barbosa virou uma expressão do futebol chileno. No Estádio Nacional de Santiago, o maior dos goleiros vascaínos inúmeras vezes bateu o tiro de meta e fez a bola, muito pesada na época, ultrapassar o meio-campo, para espanto do público presente.
Assim, quando um goleiro local fazia o mesmo que o vascaíno, se dizia que era um lance "À la Barbosa".
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| PRIMEIRO CAMPEÃO DA GUANABARA |

Em 1960 era criado o Estado da Guanabara, no território do atual município do Rio de Janeiro. E foi o Vasco o primeiro campeão do novo estado com o time infanto-juvenil de futebol, que tinha como técnico Orlando Rosa Pinto (campeão pelo Vasco em 1934 e 1936) e Pascoal, o "Trem de Luxo" que dispensa apresentações. O feito dessa equipe foi muito comentado pelo jornalismo esportivo da época, inclusive com a ida dos campeões em um programa de televisão.
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| MALA CHEIA |
O troféu conquistado pelo título invicto do Sul-Americano de 1948, um monumental condor em bronze, ocupa lugar de destaque na Sala de Troféus vascaína, mas é pouco conhecido o fato de que em todas as partidas do torneio foram oferecidos troféus aos vencedores e os vascaínos ganharam todos os que disputaram. Inclusive nas duas partidas que terminaram empatadas: nestas o Vasco levou por ter um maior número de escanteios.

Além do já citado condor, de nome oficial 'Gabriel Gonzales Videla', conquistado pelo título, o Vasco trouxe para casa os troféus 'Presidente Perón' (Vasco x River Plate); 'Parque Rosedal' (Vasco x Litoral); 'Estabelecimento Oriente' (Vasco x Nacional); 'Musalem Hermanos' (Vasco x Emelec); 'La Doma' (Vasco x Colo-Colo); 'Malteria Continental' (Vasco x Municipal) e a taça 'Band e Salas' por Barbosa ter sido o goleiro menos vazado.
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| IRON MAIDEN VASCAÍNO |

No ano de 1987, a Força Jovem Vasco elegeu o Eddie, que era o símbolo da banda inglesa Iron Maiden, para ser o mascote oficial da torcida. Além disso, durante vários anos, a Força Jovem freqüentou todos os shows do grupo de rock quando estes estavam em turnê pelo Rio de Janeiro.
Começou então uma relação de amizade entre os roqueiros e os torcedores vascaínos, que esquentou mesmo quando a organizada vascaína convidou o guitarrista Janick Gers e o baixista Steve Harris para assistirem a final da Copa João Havelange, no quarto quarto título de Campeão Brasileiro do Vasco.
O grupo de heavy metal iria se apresentar no Rock in Rio III no dia seguinte. Entusiasmados com o show de Romário, os britânicos incluíram imagens do jogo e da torcida vascaína em um de seus vídeo-clips. O Vasco tornou-se então um elo de união entre o rock e o futebol.
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| O PRESIDENTE RUBRO-NEGRO QUE SE RENDEU AO ENCANTO VASCAÍNO |

Os torcedores do Flamengo sempre comentam o fato de Antônio Soares Calçada, presidente de honra do Vasco, ser sócio-proprietário do Flamengo. Entretanto, é desconhecido da grande maioria que Fadel Fadel, considerado um dos melhores presidentes da história rubro-negra por ter sido entusiasta dos esportes amadores, foi sócio do Vasco. Em 1963, Fadel compareceu em São Januário para votar na chapa "Tradição Vascaína", que elegeu Manuel Joaquim Lopes.
Mesmo presidente do arqui-rival, Fadel Fadel conquistou o respeito de todos dentro de São Januário, sendo curiosamente grande amigo do, naquela época, jovem Antônio Soares Calçada. Em uma de suas visitas à sede vascaína, o mandatário rubro-negro proferiu uma frase que causou certo alvoroço entre os seus torcedores: “O Flamengo é o clube da massa, mas o Vasco é o clube do povo”.
Fadel tornou-se sócio do Vasco devido a sua amizade com Antônio Soares Calçada. O Flamengo vivia em um déficit financeiro e o vascaíno emprestou dinheiro pessoal ao clube rubro-negro. Em compensação, o presidente Fadel deu um título de sócio do Flamengo a Calçada e pagou a dívida. Calçada, então, retribuiu o gesto e deu um título a Fadel de sócio do Vasco.
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| OS PRIMEIROS BENEMÉRITOS... |

A Assembléia de 10/09/1899, que deu posse ao Presidente Marciano Rosas, também entrou para a história como sendo a que concedeu os primeiros títulos de Benemérito do Club de Regatas Vasco da Gama.
Os agraciados foram João Candido de Freitas, o presidente anterior que foi talvez o principal responsável por evitar que o Vasco acabasse após uma terrível cisão, e Joaquim Lopes, o seu tesoureiro.
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| E OS PRIMEIROS GRANDES BENEMÉRITOS |

O título de Grande Benemérito, motivo de muito prestígio no Vasco, foi criado na década de 40, através de uma alteração no estatuto do clube. No dia 17 de agosto de 1948, em meio às comemorações pelo cinqüentenário do clube, o Conselho Deliberativo homologou os nomes previamente indicados pelo Conselho de Beneméritos.
Mereceram tal honra: Raul Campos, Vitor de Moraes, Cyro Aranha, José Ribeiro da Paiva, Manoel Ferreira, Manuel Pereira, Amaro Miranda da Cunha, Adriano dos Santos, Artur da Fonseca, Aníbal Peixoto, Jordão Conde, Antônio Teixeira de Lemos, Vitorino Carneiro e Francisco Marques.
Por proposta do mais novo Grande Benemérito Jordão Conde, que argumentou que se vivos estivessem também eles seriam homenageados, foram oferecidos títulos post-mortem aos vascaínos já falecidos: Antonio de Almeida Pinho, Joaquim Carneiro Dias e Antonio da Silva Campos.
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| O VASCO E A FÓRMULA 1 |
Todos sabem que o tricampeão mundial de fórmula 1 Nelson Piquet está na galeria dos torcedores ilustres do Vasco. Em 1981, ano em que conquistou seu primeiro título mundial na fórmula 1, ele proferiu uma frase que tornou-se célebre: “Vestir uma camisa que já vem até com faixa de campeão é coisa de predestinado.”
No ano de 1984, na véspera do treino de classificação para o Grande Prêmio do Brasil, disputado no Autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, ele foi à São Januário ver o Gigante da Colina derrotar o Grêmio por 1x0. Nove anos depois, em 1993, Piquet ainda deu o pontapé inicial na partida comemorativa da aposentadoria do ídolo e amigo Roberto Dinamite.

Não bastasse a paixão do maior piloto brasileiro de todos os tempos pelo Vasco, o alemão Michael Schumacher, heptacampeão mundial de fórmula 1, e o britânico Lewis Hamilton, primeiro negro a pilotar um carro na categoria e primeiro negro a conquistar o campeonato, já posaram com a camisa do Vasco em suas mãos, além de receber kits de uniformes do clube disponibilizados pela diretoria.
Schumacher recebeu o manto vascaíno das mãos do mesmo Roberto Dinamite, em uma partida beneficente no Maracanã, válida pelo projeto “Criança Esperança” no ano de 2001. O piloto da Ferrari acabou conquistando o quarto dos sete títulos que possui naquele ano.
Já Lewis Hamilton, foi apresentado ao Vasco pelos humoristas do programa “CQC” após uma brincadeira feita por eles onde tentaram denegrir a imagem da Instituição vascaína com um possível vice-campeonato do piloto inglês. A camisa cruzmaltina deu sorte, e Hamilton conquistou seu único título na fórmula 1 até agora na última curva da última volta no GP do Brasil de 2008, para a infelicidade geral dos humoristas e anti-vascaínos.
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| A JÓIA DE JK |
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O Vasco foi homenageado pelo comendador Regino Barros, soberano grão-mestre das Ordens Honoríficas e presidente do Centro de Integração Cultural e Empresarial de São Paulo (Cicesp), que entregou ao clube a “Jóia de JK”, como é internacionalmente conhecida a condecoração, por ser feita em metal precioso e cravejada com 25 rubis e 5 esmeraldas. O Vasco foi reconhecido como entidade membro da Ordem se juntando ao quadro de entidades homenageadas pela JK, e tornou-se o primeiro clube de futebol a receber o título de guardião da fraterna integração luso brasileira. A cerimônia aconteceu no dia 16 de janeiro, data em que o Vasco recebeu o Tigres do Brasil em São Januário, na abertura do Campeonato Estadual. Na mesma data, o presidente Roberto Dinamite foi condecorado na sala da presidência em São Januário no Grau Cavalheiresco de Comendador, sendo o primeiro presidente de clube a ser condecorado com a Cruz do Mérito Empreendedor Juscelino Kubitschek, a mais alta comenda concedida pelo Cicesp. Compareceu à cerimônia, Maria Estela Kubitschek, filha do ex-presidente brasileiro Juscelino Kubitschek, que fora um torcedor fanático pelo Gigante da Colina.
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| BUSTO DO ALMIRANTE |

A primeira imagem do Almirante Vasco da Gama, colocada no clube que o homenageou, foi um retrato pintado e oferecido pelo sócio João Rodrigues de Oliveira no distante ano de 1900.
Já o atual busto do Almirante, localizado no portão princiapal de São Januário, foi inaugurado em 30 de agosto de 1942, com a presença do embaixador português, Martinho Nobre de Melo.
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| CÓDIGO ''VASCO'' |
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Nascido em 1935, o menino Mário Henrique Simonsen estudou no Colégio Santo Inácio, durante a década de 1940. Mesmo convivendo e estudando com a elite carioca, nada mais natural que o adolescente desenvolvesse uma paixão pelo Vasco da Gama, no auge do Expresso da Vitória. Sempre fechado em copas - aos 10 anos de idade, não tinha um único amigo - encontrou no Vasco um poço de alegrias e conquistas. Os gols de Ademir, a classe de Danilo, as defesas de Barbosa e a liderança de Augusto, fizeram o pequeno gênio da matemática ser um apaixonado pelo Vasco. E durante toda a sua vida, Mário nunca deixou o Vasco de lado. Pelo contrário, exerceu a sua vascainidade e tornou-se sócio do clube até o final de sua vida.

Durante o governo de Ernesto Geisel, pode-se dizer que Mário alcançou o auge da sua carreira, tornando-se Ministro da Fazenda. E o amor pelo Vasco originou um causo curioso e inusitado. Como o narrado pelo primo Luiz Henrique, que passou um fax do Rio para Washington, onde Simonsen participava em 1977 de uma reunião do FMI, comemorando: "O Vasco é campeão". O que ele não sabia é que esse era o código pelo qual Geisel se referia aos dois generais que disputavam, nas entranhas do regime, a sucessão presidencial. "Vasco" era o general linha-dura Sylvio Frota. E "Fluminense" era João Figueiredo. "Você quase me matou de susto", disse o aliviado Ministro na volta ao Brasil. Embora estivesse inserido no contexto da ditadura militar no país, o professor Simonsen era a favor da redemocratização. Neste caso em específico, a vitória do Vasco poderia ser um retrocesso.
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| É UM NÃO MAIS ACABAR DE VASCOS |
A lista de Vascos pelo Brasil é extensa e, levando-se em conta os que fazem referência à cruz-de-malta, a relação fica ainda maior. O xará mais conhecido talvez seja o do Acre, que surgiu em 1952 e é chamado pelo sugestivo apelido de "Bacalhau d'água doce". Outro bem cotado é o de Sergipe, com sede em Aracaju. O de Caruaru tem como maior curiosidade o nome da cidade. Quem imaginou que este Vasco pernambucano, errou feio. O clube fica em Conceição do Coité, na Bahia. Municípios como Iguatu (CE), Óbidos (PA) e Porto Velho (RO) completam o grupo de Vasco nas regiões Norte e Nordeste.
O clube de São Januário também tem um homônimo na cidade de São Paulo: trata-se do Vasco do Jardim Vista Alegre, fundado em 1977. Próximo dali, daria para fazer um clássico cruzmaltino entre o Vasco de São Bernardo do Campo e o de Americana. Em Santos, porém, os vascaínos dedicam-se somente ao remo, bem como os de Porto Alegre. No Rio Grande do Sul, há outros xarás em Caxias do Sul, Farroupilha, Itaqui e Flores da Cunha. Ainda na Região Sul, dois clubes têm o mesmo nome do heróico português - em Curitiba (PR) e Florianópolis (SC).
A lista não acabou: Campos dos Goytacazes (RJ), Tupaciguara (MG) e Tangará da Serra (MT) também têm seus Vascos. Há clubes que não levam o nome Vasco da Gama, mas adotaram a cruz-de-malta - no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e em São Paulo, por exemplo. Fora do Brasil, o mais famoso é o Vasco da Gama da África do Sul, criado em 1978, quando um sul-africano, filho de portugueses, assistiu o Vasco no Maracanã. Em 2009, assim como o Vasco mais famoso, o sul-africano conquistou a Segunda Divisão da África do Sul (foto ao lado), e está disputando a Primeira Divisão do Campeonato Nacional. Há também os Vascos de Sines e Beja, ambos em Portugal. Na Índia, foi fundado um, no Estado de Goa.
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| A TRADIÇÃO DO "V" |
Em seus primeiros anos, o Vasco desenvolveu uma curiosa tradição: a esmagadora maioria dos seus barcos era batizada com títulos que começavam com a letra V, e um novo barco incorporado por algum sócio a flotilha, que por acaso tivesse um nome que fugisse a regra, sofria uma imediata solicitação de troca de título.
Dessa maneira, as canoas e baleeiras vascaínas que disputavam as regatas da época, eram nomeadas como Volúvel, Vênus, Vivaz, Vera Cruz, Vascaína, Voga, Vaidosa, Vasco da Gama, Vindicta, etc.
Em 1902, foi adotado, pela Federação de Remo, um novo modelo de embarcação para competição, os moderníssimos para a época Yoles Franches – e que hoje são usados para treinar os recém ingressos na Escola de Remo do Vasco devido a sua estabilidade a prova de iniciantes.
Os dias das baleeiras e canoas haviam chegado ao fim e todas as embarcações desse tipo possuídas pelo Vasco, à exceção de Voga e Vascaína, foram vendidas ou rifadas pelo clube em 1903. Com elas foi-se também a “tradição do V”. Os novos Yoles foram batizados com títulos como Açor, Albatroz, Gladiador e Procelaria, esse último o fabuloso barco que deu para o Vasco os primeiros campeonatos de sua história em 1905 e 1906.
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| UMA FARMÁCIA COMO DEPARTAMENTO MÉDICO |
Hoje é fundamental que todo clube tenha um serviço médico competente e completo com clínicos, ortopedistas, psicólogos e demais especialidades médicas, mas na época do amadorismo no futebol, o primeiro atendimento médico era de responsabilidade de curiosos e práticos.
Nesse contexto, o primeiro departamento médico do Vasco foi a Farmácia Bragantina, situada na Rua Uruguaiana, Centro do Rio. O estabelecimento tinha como proprietário o vascaíno e farmacêutico Alberto Pinto Cortez, que nos anos 1920 cuidou da saúde dos atletas de remo e futebol do clube.
Por seus serviços, a esse grande vascaíno foi dado, por toda a diretoria, um voto de agradecimento em 1922 pelo bom estado físico dos jogadores que se tornariam campeões daquela temporada. Depois de anos sendo um verdadeiro anjo da guarda para os atletas, Alberto Pinto Cortez chegou a Benemérito do clube.
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