SÃO JANUÁRIO 2016: UMA CELEBRAÇÃO À NOSSA VITÓRIA - POR LEONARDO PACHECO
27/07/2010 - 00h55min
Os Vascaínos devem se orgulhar ainda
mais de nossa casa, afinal São Januário será sede olímpica de Rúgbi nas
Olimpíadas de 2016.
Graças à Nelson Mandela, o Rúgbi passou
a ser um esporte “emblemático” na luta contra o racismo. O filme “Invictus”
conta essa bela história de Mandela que, em 1995, uniu forças com o capitão da
equipe de Rúgbi da África do Sul, país-sede da Copa Mundial, para unificar a
população de seu país que se encontrava dividida racial e economicamente após o
fim do apartheid. Para quem conhece a história do Vasco (e todo brasileiro,
independente de paixão clubística, deveria conhecer) sabe o quanto nós,
Vascaínos, trazemos o orgulho de nossas origens:lusitana no nome, suburbana em sua
localização e negra em sua história. O Vasco foi o primeiro clube a acolher
jogadores negros e, ainda no início do século, elegeu um presidente negro,
construiu seu estádio com muito suor e esforço apenas de seus sócios, sem uso
de um centavo do dinheiro público, num dos maiores exemplos de mobilização
popular da história, ou seja, pode-se dizer que da história e exemplo do Vasco
se originou a idéia de um Brasil igualitário que todos sonhamos. Portanto, em
2016, celebraremos não só uma competição esportiva, mas todo o simbolismo que
envolve o encontro de histórias tão exemplares que impactaram diretamente na
história da humanidade. Vascaínos, orgulhem-se ainda mais, pois nada melhor do
que, nas Olimpíadas, sediarmos o Rúgbi no Estádio de São Januário!
Antes disso, espero ainda que Portugal
se classifique para a Copa de 2014 para, quem sabe, sermos a sede da Seleção de
Portugal, já que dificilmente a Seleção Brasileira “da CBF” a utilizaria, dada
a parcialidade de seu presidente com o clube (sem história) pelo qual torce.
Espero que o Departamento de Marketing
do Vasco, desde já, comece a explorar a imagem de São Januário como sede
olímpica! Quanto ao Rúgbi, trata-se de um esporte que é bastante popular pelo
mundo, cuja final de seu último campeonato mundial teve um público de 50 mil
pessoas no estádio e tem plena condição de se tornar um esporte popular também
no Brasil.
Novo técnico e retomada do Brasileirão:
Com a chegada de PC Gusmão, após a
interrupção do Brasileirão para a Copa do Mundo, nosso retrospecto é o
seguinte:
·Empatamos sem gols com o Goiás no Serra
Dourada, com destaque à grande atuação do goleiro Fernando Prass;
·Vencemos o Atlético-PR em São Januário por
3x1, numa partida em que poderíamos ter aplicado uma goleada histórica, em
função da fragilidade do adversário, que teve dois jogadores expulsos ainda no
1º tempo. Faltou ousadia e também opções no banco ao nosso treinador para
tentarmos melhorar nosso saldo de gols (que continua negativo);
·Empatamos
em 1x1 com o Grêmio no Olímpico, numa partida atípica, em função da forte
chuva. Nesse jogo, perdemos várias chances claras de gols no 1º tempo e, no
último minuto de jogo, méritos ao nosso zagueiro Titi que nos garantiu o
empate;
·Vencemos o Atlético-GO em São Januário por
2x0, numa partida em que tudo conspirou a nosso favor, pois marcamos nossos
dois gols (por sinal, dois “golaços”, com destaque ao do Nílton) logo depois de
tomarmos duas bolas na trave e, finalmente, nosso excelente goleiro Fernando
Prass defendeu um pênalti! Não tivemos uma atuação de gala, mas nosso objetivo
foi alcançado. Méritos também ao PC Gusmão que conhece bem o time goianiense
por ter sido treinador deles há pouco tempo.
Mas no geral, o que chama atenção é a
mudança de postura do limitado elenco disponível para esses jogos e a revelação
de duas promessas dos juniores: Rômulo (volante) e Jonathan (meia-atacante). PC
Gusmão, juntamente com sua comissão, nesse período “inter-temporada” conseguiu
trabalhar o lado psicológico dos jogadores e, especialmente no jogo contra o
Grêmio, o time mostrou uma garra que há algum tempo não víamos no Vasco! Por
outro lado, algumas substituições feitas pelo nosso treinador (exceto nesse
último jogo, contra o clube goianiense) nos remetem às tristes lembranças das
substituições que o Dorival Júnior costumava fazer, deixando o time retrancado
e com pouca ousadia. De qualquer forma, dos últimos treinadores que tivemos,
não há como sentir saudades dos anteriores.
Em função da grande limitação do elenco
disponível nesses quatro primeiros jogos, considero muito positiva nossa
performance de 67% de aproveitamento (8 pontos conquistados em 12 disputados) e
tenho grande esperança de buscarmos uma vaga na Taça Libertadores, principalmente
após a estréia dos reforços vindos do exterior (ainda falta reforço para nossa
defesa!), mas para isso devemos melhorar, e muito nossa performance, pois no
campeonato estamos com apenas 39% de aproveitamento (13 pontos conquistados em
33 disputados). Acredito que, para buscarmos uma vaga na Taça Libertadores,
precisaremos de aproximadamente 70% de aproveitamento. Espero que, diretoria,
comissão técnica e jogadores estejam com esse mesmo pensamento, almejando
título ou Libertadores, afinal não podemos mais ficar seguidamente na “zona do
desespero” e “comemorar” uma simples permanência na Série A, de onde jamais
devemos e deveríamos sair!
A obrigação do Vasco é sempre brigar
por títulos e nada diferente disso! Se nos últimos anos isso tem sido diferente
é porque algo está errado e precisamos de mudanças. Se acharmos que essas
mudanças não funcionaram, talvez seja porque, na verdade, nada tenha mudado!
Estatuto:
As sugestões de reforma do estatuto do
Vasco elaboradas pela Comissão da Cruzada Vascaína, após um árduo trabalho de
quase um ano, com certeza, é um autêntico gol de placa! Esperamos que esse
trabalho seja criteriosamente analisado pela Comissão de Reforma do Estatuto do
Vasco que, inclusive, já recebeu a documentação, através do Dr. José Maquieira
(Comissão Oficial do Vasco para a Reforma do Estatuto) e Dr. José Carlos Osório
(Presidente do Conselho Deliberativo do Vasco).
Debate - Finanças do Vasco:
Parabenizo os participantes do debate
promovido pela Cruzada Vascaína (no dia 13 de Julho na Casa da Vila da Feira e
Terras de Santa Maria, na Tijuca) com Nélson Rocha (Contador e Vice-Presidente
de Finanças do Vasco), Isac Zagury (Economista e Presidente da AAV), João
Marcos Amorim (Economista e Fundador da Cruzada Vascaína), Roberto Socorro
(Administrador e Fundador da Cruzada Vascaína) e Léo Gonçalves (Presidente e
Fundador da Cruzada Vascaína). Evento de alto nível que deve servir de exemplo
ao Vasco.
Nota da Cruzada:
Essa coluna é uma forma dos membros do nosso grupo interagirem com
outros vascaínos e trocarem suas opiniões pessoais sobre os diversos
assuntos relacionados ao nosso Vasco. A voz oficial do movimento
permanece sendo as notas oficiais e opinativas que saem sempre no nosso
site e que posteriormente são divulgadas em outros espaços democráticos
vascaínos.