Vascaínos,
Após a 4ª. regata do campeonato, seguimos em terceiro lugar na competição atrás do Botafogo e do urubu. Muitos me perguntam o que aconteceu ao nosso vitorioso Remo, então sou obrigado a vir aqui relatar a triste situação deste esporte fundador do nosso amado Vasco da Gama.
Falta de investimentos, exigência da diretoria administrativa para reduzir a folha de pagamento que no ano passado girava em torno de R$ 60 mil e hoje não chega aos R$ 40 mil, barcos com mais de dez anos de uso, perda de oito atletas de nível da seleção Brasileira para o maior rival, falta de repasse da verba do patrocinador. Por falar nesse contrato, sou obrigado a chamá-lo de maldito para o remo, pois o mesmo impede de obtermos novos parceiros estampados em nossos uniformes, cuja fornecedora, Penalty, até hoje não conseguiu regularizar o fornecimento de material aos atletas e funcionários.
Diante do quadro citado acima, mesmo assim atletas, comissão técnica, funcionários e seu Vice-Presidente José Roberto Gomes da Costa vêm com muita determinação, luta, dedicação e amor ao esporte e o clube, tentando manter viva a nossa tradição vitoriosa, o que sem recursos, como hoje, é humanamente impossível. Para que vocês tenham uma idéia da nossa realidade, ficamos um mês sem lancha pois não havia dinheiro para consertar o motor, cujo reparo era estimado em míseros R$ 6.900.00). A saída encontrada foi pedir uma lancha emprestada a Federação para que nossos 30 barcos pudessem treinar. Completando o quadro, ainda vemos presentes nas regatas corneteiros, como um ex-diretor que insiste em culpar nossa comissão técnica pelos últimos resultados. O detalhe é que nos últimos 10 anos, essa mesma comissão técnica venceu 6 títulos estaduais, 3 títulos brasileiros consecutivos além de colocar em todas as seleções brasileiras muitos remadores do nosso Vasco da Gama. Curiosamente, este mesmo diretor na gestão anterior foi o responsável pela perda de um campeonato por um 1 ponto devido a sua fraca atuação internamente e diante da Federação de Remo também.
Quero ressaltar que ainda é viável para essa gestão viabilizar o esporte. No entanto, ao contrário do futebol, os resultados do remo não acontecem de uma hora para outra. É necessário muito treino, equipamento novo e salário em dia. Portanto, o Vasco tem que se movimentar já através do seu Presidente para negociar com novos patrocinadores e obter recursos para aquisição de novos barcos cujo montante gira em torno de R$ 216.000,00. Essa promessa foi feita pessoalmente pelo próprio que, por sinal, compareceu a ultima regata. O Vasco precisa efetivar o apoio a esse esporte, tradicional e estatutário no clube. Chega de promessas não cumpridas e descaso com o remo. Aguardemos as cenas dos próximos capitulos, pois a esperança é a ultima que morre !
Vejo vocês na próxima regata no dia 15 de Agosto.
Saudações Vascaínas,
José Carvalho
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